domingo, 14 de fevereiro de 2010

O que ler a seguir?

Infelizmente estou quase a terminar de ler "O Nome do Vento"... já alguma vez ao lerem um livro se sentiram ansiosos por chegar ao final, mas ao mesmo tempo desejosos que ele nunca acabe?! Pois é assim mesmo que me estou sentir! =(

Agora ao olhar para a minha (grande) pilha de livros por ler não me consigo decidir sobre qual será o próximo... e como tal peço-vos uma ajudinha! Pode ser?! =)

As hipóteses são estas...





A Casa da Loucura
Estou-me nas Tintas para os Homens Bonitos
A Melodia do Adeus
Vidas Estilhaçadas

O Símbolo Perdido
As Intermitências da Morte
Alguém para Amar
A Casa na Praia

Comer, Orar, Amar


e estas (da Colecção da Revista Sábado)...

Agradeço sugestões... se já leram alguns, qual me recomendam? Ou qual gostariam de ver aqui retratado proximamente? Digam o que quiserem desde que ajudem esta leitora indecisa! =)


P.S. - Um dia publico uma foto das minhas estantes na íntegra.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Homens, Dinheiro e Chocolate - Menna Van Praag







Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 214
Editor: Quinta Essência


Sinopse:

Bridget Jones encontra o Alquimista nesta história mágica sobre o amor, o sucesso e o prazer... e como ser feliz antes de alcançar tudo isto...

Uma história tocante e delicada sobre o amor e que mostra como é possível mudar de vida sem nunca perder a sua identidade.


A minha opinião:

Este livro conta-nos a história de Maya, uma mulher insatisfeita com a sua vida, e que após vários encontros com várias pessoas que vão surgindo no seu caminho, decide mudar e lutar pelos seus sonhos, partindo numa viagem em busca de si mesma.

Menna Van Praag apresenta-nos uma bonita fábula, onde nos transmite algumas preciosas mensagens: que é preciso coragem para lutar pelos nossos sonhos, que antes de procurar-mos o amor de alguém temos primeiro de gostar de nós mesmos, e que o chocolate é apenas uma das muitas fontes de prazer que podemos ter na vida.

Um fantástico livrinho, com uma história lindíssima, escrito de uma forma extremamente envolvente, que decerto não o vai deixar indiferente...e que ainda por cima trás um bónus: umas receitas que parecem deliciosas!

Resumindo, um livro que nos deixa com água na boca...quer pelo chocolate, quer pela própria vida!

Agora deixo-vos com uma citação de que gostei muito...

" - Vai descobrir a felicidade quando arranjar coragem para deixar de viver uma vida segura e começar a viver uma vida verdadeira (...)
- Viver uma vida verdadeira significa correr riscos para construir o que deseja (...) não se trata de procurar amor ou a aprovação dos outros, ou sucesso no mundo exterior (...) viver verdadeiramente é fazer algo porque está no seu coração e precisa de ser manifestado.
Uma pessoa que vive verdadeiramente, não tem em consideração o sucesso ou o fracasso.
Fá-lo porque sente que assim deve ser. Fá-lo porque tem de o fazer." Pág. 63

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

O Recife - Nora Roberts








Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 368
Editor: Edições Chá das Cinco



Sinopse: A arqueóloga marinha, Tate Beaumont, é apaixonada pela caça ao tesouro. Ao longo da vida, ela e o pai descobriram muitas riquezas fabulosas, mas há um tesouro que nunca conseguiram encontrar: a Maldição de Angelique - um amuleto com pedras preciosas, obscurecido pela lenda e manchado de sangue. Para encontrarem este artefacto precioso, os Beaumonts aceitam, hesitantemente, uma parceria com os mergulhadores Buck e Matthew Lassiter. Tate não fica feliz por partilhar o seu sonho, mas não tem alternativa. E, à medida que os Beaumonts e os Lassiters disponibilizam recursos para localizar a Maldição de Angelique, as águas das Caraíbas adensam-se com desilusões sombrias e ameaças escondidas. A parceria entre as famílias é posta em causa quando Matthew se recusa a partilhar informação - incluindo a verdade sobre a morte misteriosa do seu pai, alguns anos antes. E conforme Tate e Matthew avançam com a sua desconfortável aliança... o perigo e o desejo ameaçam emergir.


A minha opinião:

Este foi o primeiro livro que li de Nora Roberts...e não será certamente o último!
Gostei bastante da forma de escrever da autora, e de todo o enredo criado.
"O Recife" levou-me a viajar pelas profundezas do oceano, onde habitam inúmeras criaturas (umas adoráveis, outras nem tanto!) e onde se escondem tesouros ainda por descobrir...
O que mais gostei no livro foi a sensação de aventura que nos transmite a busca de tesouros escondidos no fundo do mar, toda a expectativa que dai resulta é deveras contagiante!
Também gostei muito da misteriosa história em torno d"A Maldição de Angelique"...
A autora apresenta-nos algumas personagens inesquecíveis, a corajosa e sonhadora Tate, o complicado Mathew, os adoráveis pais de Tate, Marla e Ray, o azarado Buck e ainda o terrível vilão VanDyke!
Este livro realça a união familiar, o poder do amor face ao ódio e a qualquer tipo de vingança, e ainda os estragos que a ganância desmedida pode fazer na vida de uma pessoa.
Os últimos capítulos foram muito intensos, marcados pelo suspense e pelo mistério...e com algumas reviravoltas que me surpreenderam.
Em suma, um livro que me proporcionou momentos de leitura muito agradáveis.
Recomendo sem reservas!



P.S- Lembram-se do Sawyer da série Lost? Então não é que a minha imaginação, vá-se lá saber porquê, levou-me desde o inicio da leitura a associar a personagem Mathew ao Sawyer... o que tornou ainda esta leitura ainda mais interessante! Se é que me faço entender ;D

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Entre os Assassinatos - Aravind Adiga








Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 312
Editor: Editorial Presença

Sinopse:

Este é novo romance do autor de O Tigre Branco, o aplaudido Booker Prize de 2008. A obra desenvolve-se como um um guia de viagem a uma cidade imaginária, Kittur, situada na costa sudoeste da Índia, a meio caminho entre Goa e Calecute, durante o período de sete anos que decorreu entre os assassinatos de Indira Gandhi e do seu filho Rajiv. São catorze histórias que se sobrepõem formando um mapa vivo da cidade, decorrendo cada uma em diferentes zonas de Kittur. Aravind Adiga retoma muitos dos temas presentes em O Tigre Branco, mas recorre agora a múltiplos narradores diferentes. Uma obra que o conduz à descoberta fascinante da Índia actual.


Opinião da A.

"Entre os Assassinatos" leva-nos numa viagem pela Índia, uma viagem especial visto que se trata de uma cidade imaginária, Kittur, mas que de tão detalhadamente descrita nos faz quase sentir os cheiros, os sons e as experiências que ali se vivem.

O autor envolve-nos na história, parece querer que façamos parte dela, para isso antes do começo de cada história temos uma breve caracterização do espaço onde ela se vai desenrolar. Para que possamos melhor compreender as histórias, uma vez que estas são ricas em detalhes sobre a cultura, sobre as várias religiões, sobre os vários modos de vida, etc, o autor dispôs também no fim do livro um glossário que nos dá o significado de algumas expressões indianas utilizadas, bem como algumas explicações sobre a cultura indiana.

Aravind Adiga retrata assim a Índia por detrás do luxo, a verdadeira Índia se assim se pode dizer, sem nenhum véu sobre os modos de vida da sua grande variedade de gentes. Através de uma brilhante descrição de uma cidade imaginária, retrata-nos o dia-a-dia, as formas de viver ou de sobreviver e as frustrações de vários personagens, quase todos pertencentes às castas mais baixas ou em situação de minoria face à religião ou qualquer outro aspecto.

O autor consegue assim transmitir-nos a grande importância que as diferenças (de casta, religião, ...) têm nesta civilização, mostrando-nos várias dicotomias e o fosso que por vezes existe entre as suas gentes.

Gostei muito de um pequeno pormenor que me surpreendeu no decorrer dos relatos de algumas histórias - o facto de por vezes um ou outro personagem cruzar-se no seu caminho/história com outro personagem já anteriormente relatado, mesmo que esse encontro seja muito suavemente mencionado e pouco relevante para a história de um e de outro, fez parecer com que aquelas histórias mesmo separadas formassem um círculo, que tudo naquela cidade estava de certa forma ligado.

Em suma, gostei muito desta leitura, achei o livro muito original e com uma escrita saborosa! =)

Opinião da B.

Este livro apresenta-se como um guia de viagem a Kittur, uma cidade imaginária da Indía, durante os sete anos que separam os assassinatos de Indira Gandhi e de Rajiv, seu filho.

O autor dá-nos a conhecer 14 zonas da cidade através de 14 histórias das suas gentes.

A história que mais me marcou foi a de Keshava e Vittal, os dois irmãos que chegam a Kittur em busca de um parente que nunca viram na vida e que supostamente lhes dará um trabalho. No entanto, nem tudo corre como eles esperavam, este parente dá-lhes um trabalho, mas apenas tem comida para um deles...e em vez de lhes dar um tecto, deixa-os a dormir numa rua, onde ainda por cima têm de pagar pelo seu "lugar ao relento"! A união inicial existente entre os dois irmãos é abalada quando Keshava, o irmão mais novo, levado pelo desejo de uma vida melhor aceita o trabalho e o tecto que um homem, de nome Irmão lhe oferece, abandonando assim o irmão á sua sorte. Embora nunca esqueça o irmão, Keshava é incapaz de abandonar a sua nova vida... Vê-se nesta história que o instinto de sobrevivência se sobrepõe aos laços de família e de amizade.

Aravind Adiga brinda-nos com uma escrita fluída e intensa, que torna os cenários quase palpáveis. Num tom irónico e mordaz, apresenta-nos 14 histórias que nos fazem mergulhar numa realidade marcada pela miséria, corrupção, por desigualdades sociais e injustiças. Num país repleto de contrastes culturais e religiosos, e onde vigoram os sistemas das castas, a insatisfação, a revolta e os conflitos surgem naturalmente.

Leiam e deixem-se guiar por uma cidade imaginária, mas cuja realidade não estará muito distante da realidade das cidades da Índia actual.

Sem dúvida, um livro a não perder por todos aqueles que se interessam por este fascinante país que é a Índia.


O nosso agradecimento à Editorial Presença por nos ter proporcionado esta óptima leitura!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

A melodia do adeus - Nicholas Sparks








Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 368
Editor: Editorial Presença

Sinopse: Com apenas dezassete anos, Ronnie vê a sua vida virada do avesso quando o casamento dos pais chega ao fim e o pai se muda da cidade de Nova Iorque, onde vivem, para Wrightsville Beach, uma pequena cidade costeira na Carolina do Norte. Três anos não são suficientes para apaziguar o seu ressentimento, e quando passa um Verão na companhia do pai, Ronnie rejeita com rebeldia todas as tentativas de aproximação, ameaçando antecipar o seu regresso a Nova Iorque. Mas será em Wrightsville Beach que Ronnie irá descobrir a beleza do primeiro amor, quando conhece Will e se deixa tomar por uma paixão irrefreável e de efeitos devastadores.

A minha Opinião:

Este livro, mais do que contar-nos a história de amor de dois adolescentes, conta-nos a história de um amor maior, o amor entre pais e filhos, neste caso entre um pai e os seus dois filhos.

Steve é um pai ausente, que se prepara para receber os seus dois filhos, que com ele vão passar as férias de Verão. Ronnie, a filha mais velha é uma adolescente revoltada com a separação dos pais, e que culpa Steve por este se ter ido embora de casa. Jonah é um menino de 10 anos que apenas se quer divertir e aproveitar o tempo que pode passar com o pai. Juntos vão viver um Verão inesquecível, para o bem e para o mal...

Neste livro Nicholas Sparks volta a abordar um tema muito sensível o cancro, e novamente volta a dar um fim trágico a uma das suas personagens, no entanto acho que a forma como este livro está escrito foge um pouco ao seu registo, não sei explicar bem porquê mas este livro tem algo de diferente...

O autor aborda ainda neste livro questões como a fé em Deus, a importância do perdão, o valor da amizade e a descoberta do primeiro amor.

Enfim, um livro muito comovente, com uma história que tem tanto de triste como de bela. Gostei muito de acompanhar a evolução da relação entre pai e filha, gostei muito da relação ternurenta dos dois irmãos, achei alguns dos seus diálogos deliciosos...e claro também gostei do romance de Ronnie e Will.

Resumindo, mais um fantástico livro deste fantástico escritor, Nicholas Sparks!



P.s- Não podem perder a oportunidade de adquirir "O dia que faltava" e " Três metros acima do céu", estes fantásticos livros de que já falei aqui no blog, estão com preços muito convidativos com a campanha do Dia dos Namorados no site da Editorial Presença, garanto que valem bem o investimento! ;)

domingo, 31 de janeiro de 2010

333 - Pedro Sena-Lino








Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 184
Editor: Porto Editora

Sinopse:

Esta é a história de um livro e de todos os seus 333 exemplares impressos. É a história secreta do impacto de um livro na vida de cada um dos seus leitores, e de como um rectângulo de papel pode transformar uma vida.

A minha Opinião:

Antes de começar quero desde já pedir desculpa pela demora na publicação da opinião desta leitura ainda do ano passado. Justifico-me com a falta de tempo e pelo facto de que me foi muito difícil escrever uma crítica que estivesse à altura deste belíssimo livro! Mas, conformando-me com o facto de que nunca conseguiria tal feito... aqui vai a minha humilde opinião.

Começo por dizer que este livro foi uma surpresa para mim. À partida quando o adquiri já calculava que fosse gostar, mas não calculava que este seria um livro especial, diferente de todos os que já havia lido. A melhor maneira que me ocorre de descrever este livro é como um livro de poéticas aventuras!!

Esta é a história das cartas de amor escritas por Soror Flâmula que se tornaram num livro muito especial. Sim é verdade, cartas de amor escritas por uma freira... e se quiserem conhecer o seu conteúdo ou destinatário terão mesmo que ler o livro... ;p

Como eu ia dizendo este tornou-se num livro muito especial, pois trazia dentro dele uma força e um poder que fazia com que todos os que o lessem, ou melhor, todos a quem o livro estivesse destinado, não conseguissem mais separar-se dele, todos se identificavam com as palavras nele inscritas.

Aos poucos vamos conhecendo o destino de todos os exemplares bem como de todas as pessoas por quem o livro passou, destinos esses quase sempre trágicos... muitas vezes por influência de um personagem que permanece em toda a história, o Frei Josué da Sarça Ardente, que representará uma espécie de inquisição, obstinado em destruir e proibir todos os exemplares do livro. No final aguardam-nos várias surpresas, como o verdadeiro sentido do livro e o real destinatário daquelas cartas.

Por fim, termino dizendo que adorei este livro, uma história de amor muito especial, pelo(s) Livro(s) e não só... ;) Leiam, aconselho.

E na incapacidade de melhor expressar a minha opinião deixo-vos aqui apenas alguns dos meus excertos preferidos para ficarem com uma pequena ideia da beleza da escrita deste livro:

"São os livros que te escolhem - não és tu que escolhes os livros. O livro é um mundo à procura do seu leitor, como uma alma que encontra o seu corpo."

"Escrevo donde nada me pode encontrar. Estamos mortos quando o passado já não nos regressa, já não nos pode tocar."

"Bruno Beaumont sentiu toda a sua vida cair para dentro do livro, e todo o livro cair para dentro de si, como o abraço da vida calma e real que esperava desde sempre sentir na sua vida. Apertou-o tanto, ao livro, que o faria com a alma se pudesse."

"Estou. Vivo dentro dele. Sinto, sabe, sinto de uma forma estranha que o livro me compreendeu, e, por isso, identifico-me com tudo o que ali se passa. Mesmo com a dor que o segredo traz..."

"Quando um livro se abre, solicita-nos, pede-nos. Convoca-nos: não estamos apenas no voltar das páginas, ou ao segurá-lo. Implica esse gesto que o agarremos no nosso interior, que lhe demos um mundo onde exista, onde alicerce o seu. Abre-se porque precisa do que o leitor é e lhe dá. O livro é vivo pela vida do leitor."

"Estive viva enquanto o meu livro vivia, e agora que o último exemplar arde enquanto falo, posso partir. (...) Um livro não nos pertence: mas quem lhe deu vida une-se ao destino da história, as suas veias abrem-se para os mares da cabeça do leitor, e vive até o último leitor morrer. (...) Agora que o último livro morreu, posso partir. Estive presa nesta história durante séculos, ligada ao destino do que escrevi."

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

1º Selo de 2010!



E o primeiro selinho do ano foi-nos oferecido pela querida AMB do blog Books and Books, obrigada, adoramos!


A regra é simples...oferecê-lo a 5 blogs...e os nossos eleitos são: