segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Descalças - Elin Hilderbrand






Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 320
Editor: Contraponto



Sinopse:Três mulheres – carregadas com crianças e alguns problemas emocionais óbvios – chegam ao aeroporto de Nantucket numa quente tarde de Verão. Vicki, mãe de dois rapazes, está a tentar aceitar a notícia de que tem uma doença grave; a irmã, Brenda, foi despedida do seu prestigiado emprego de professora universitária por manter uma relação íntima com um estudante; e a amiga de ambas, Melanie, após sete tentativas falhadas de fertilização in vitro, está finalmente grávida – depois de descobrir que o marido tem um caso.
Com o intuito de sarar as suas feridas, apanhando sol e sentindo a areia nos pés, «fugiram» para Nantucket sem saber que encontrariam Josh, um desconhecido que mudará as suas vidas.Será que a adorável casa de férias, que pertence à família há gerações, vai ser suficientemente grande para o turbilhão de emoções que a invade?Descalças une estas quatro vidas numa história irresistível.


A minha opinião: Este livro conta-nos a história de quatro personagens verdadeiramente encantadoras, inesquecíveis! Os seus traços psicológicos, as suas personalidades estão tão bem definidas que é como se elas ganhassem vida...Vicki, Brenda, Melanie e Josh poderiam ser qualquer pessoa que nós conhecemos...

Gostei da força da Vicki ao enfrentar a doença, da sua vontade de viver; gostei da maturidade e bondade de Josh; gostei da coragem de Brenda ao envolver-se com que não podia (mas, afinal O coração quer o que o coração quer) e da sua capacidade de acreditar nos seus sonhos aparentemente impossíveis de realizar; gostei da preserverança de Melanie.

Quanto à história é cativante, quando damos por isso já estamos completamente envolvidos, querendo saber o desenrolar dos acontecimentos e acompanhar a vida destas personagens. Amor, amizade, traição, fatalidade são alguns dos ingredientes que compõem esta história.

Devo dizer que a sinopse engana um pouco, dá-nos a entender que esta é uma história leve e divertida, mas o que encontramos é muito mais do que isso. É uma história por vezes divertida, mas não muito leve, com momentos até bastante "pesados" que focam a doença de Vicki... Quanto a mim, este livro encerra em si uma verdadeira lição de vida, mostra-nos aquilo a que realmente devemos dar importância...

Uma palavra ainda para a capa que está lindíssima, e para o título que adorei, não sei se foi essa a intenção da autora, mas para mim, é como que uma analogia com a própria vida, porque afinal, nesta vida, andamos todos "descalços", pois o que hoje é verdade, amanhã pode ser mentira, o que hoje temos, amanhã podemos perder, nada é definitivo...

Recomendo vivamente!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Desculpa, mas vou chamar-te amor - Federico Moccia





Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 552
Editor: Edições Contraponto





Sinopse: Niki é uma rapariga linda, extrovertida, inteligente, simpática e alegre. Tem dezassete anos, e tanto ela como as suas amigas estão no último ano do secundário. O seu dia-a-dia é pautado por desfiles, festas e raves, entre outros divertimentos.
Alex é um «rapaz» com quase trinta e sete anos e acabou há pouco tempo uma relação de longa data. Tem três grandes amigos, Enrico, Flávio e Pietro, que são casados. Alex ocupa um cargo importante na área da publicidade, mas um jovem oportunista contratado recentemente pela sua empresa põe em risco o seu emprego.
Certa manhã, Niki e Alex têm um encontro, ou melhor, um desencontro – um desencontro que vai mudar tudo.
Esta linda história de amor reflecte a vontade de reencontrar a liberdade e o desejo de nutrir sentimentos verdadeiros, de amar sem regras nem porquês. Retrata o quotidiano, mas também o sonho, a fuga mais bela, mais louca, mais inesperada: uma fuga de amor.

A minha opinião: Este livro conta-nos a história de amor entre Niki, uma adolescente de 17 anos e Alex um homem de 37 anos...assim como as histórias dos amigos de ambos. Conhecemos então uma série de personagens que facilmente nos conquistam pela forma humana com que são descritas. Gostei especialmente de Niki, pela forma como encara a vida, com optimismo, alegria e energia!

Uma vez mais fiquei rendida à escrita de Federico Moccia, intensa, fluída, por vezes poética...cativante!

Quanto à história em si, adorei! Uma história de amor com as doses certas de diversão, realismo e romantismo. Através da história de amor de Niki e Alex o autor retrata o encontro desses dois mundos, o adolescente e o adulto. À medida que a acção se desenrola vamos conhecendo os contornos desta história de amor, as reacções das pessoas que estão à sua volta, as diferenças que os separam mas que ao mesmo tempo os unem.

A acção desenrola-se em Roma, cidade que o autor descreve tão bem que é como se de facto estivéssemos lá.

Para finalizar, dizer ainda que gostei muito da forma como todos os enredos se encaixaram e como todos os pequenos mistérios da vida quotidiana das personagens se revelaram, pelo menos para o leitor.

Desculpa, mas vou chamar-te amor, fala-nos assim de amor, da amizade...da vida.

domingo, 15 de agosto de 2010

Últimas Aquisições da A.

Mesmo quando a leitura está quase parada a estante não pára de encher...

... estas são as minhas mais recentes aquisições para a minha humilde biblioteca:

A Escrava de Córdova de Alberto S. Santos

Sexo, Intrigas e Glamour de Lauren Weisberger

O Diário de Carrie de Candace Brushnell

Anjos e Demónios de Dan Brown

e

Alguns livritos da Biblioteca de Verão do JN/DN

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

O Beijo dos Elfos - Aprilynne Pike








Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 256
Editor: Edições Contraponto

Sinopse:

Nesta extraordinária história de magia, intriga e romance perigoso, tudo o que pensavas conhecer sobre o mundo das fadas vai mudar.

Excerto:

«Laurel estava hipnotizada a olhar para as coisas pálidas com olhos grandes. Eram terrivelmente belas, demasiado belas para exprimi-lo com palavras. Laurel olhou no espelho outra vez, pousando os seus olhos nas pétalas que pairavam ao lado da sua cabeça. Pareciam quase asas. »

A minha opinião:

Não sei bem o que dizer sobre esta leitura. É daqueles livros que "não me aquece nem me arrefece", ou seja, não adorei mas também não detestei.

É realmente um livro mais direccionado para adolescentes. Com uma leitura fácil, com uma história sem muito enredo e muito nessa nova onda do fantástico e dos 1001 mundos imagináveis.

Neste caso trata-se do mundo das fadas e dos elfos mas, se pensam que são as fadas que tipicamente associamos/vemos estão muito enganados!
Estas fadas/elfos são plantas! Isso mesmo, plantas, mas com forma humana e no lugar de asas têm uma flôr e em vez de voar têm outros poderes que a meu ver são bastante mais úteis!

Lá para o final a leitura ganha alguma acção, envolvendo trols e uma floresta encantada e é nesta fase que a escritora consegue prender-nos à história.

Em suma, é um livro que nos proporciona uma leitura agradável e fluída e com uma história ideal para os amantes do fantástico.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Três Verões - Julia Glass








Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 464
Editor: Civilização Editora

Sinopse:Neste romance cativante, Julia Glass descreve a vida e os amores da família McLeod durante três Verões cruciais, ao longo de uma década. Depois da morte da mulher, Paul McLeod, patriarca de uma família escocesa, e proprietário e editor reformado de um jornal, participa numa viagem guiada à Grécia. A sua partida da casa familiar, na Escócia, e aquele gesto tardio de libertação, abrem caminho à vida de Fenno, o filho mais velho. Fenno protege os seus sentimentos colocando-se em quarentena emocional durante toda a sua vida como jovem gay, em Manhattan. Quando regressa a casa para o funeral do pai, este isolamento emocional não pode ser mantido e ele é confrontado com uma escolha que o põe no centro da família e do seu futuro.Três Verões é um romance sobre o modo como vivemos e sobre como os laços familiares - os que nós fazemos e os que já nascem connosco - podem oferecer redenção e alegria.

A minha opinião: "Muito bem conseguido...rico, cativante e cheio de vida."THE NEW YORKER eu não descreveria melhor este livro!
"Três Verões" conta-nos a história da família Macleod e das várias personagens com as quais os seus membros se vão cruzando, ao longo dos Verões de 1989, 1995 e 1999.

Confesso que no início tive alguma dificuldade em "mergulhar" nesta leitura devido ás constantes viagens no tempo entre o presente e o passado das personagens. No entanto, quando dei por mim estava completamente envolvida pela forma de escrever de Julia Glass, deveras cativante...quando nos apercebemos já estamos presos à história querendo "beber" cada palavra sua e acompanhar cada momento da vida das personagens.

Apesar de grande parte da história ser contada num tom algo nostálgico e melancólico, e apesar de se focar muito na morte, este livro está repleto de situações cheias de vida!

"Três Verões" não é um livro para se ler rapidamente, é um livro para se ler devagar, para se saborear...

Um livro diferente dos que estou habituada a ler, foi sem dúvida uma agradável surpresa, recomendo sem reservas! Leiam e deixem-se conquistar...

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Os Vários Sabores da Vida - Anthony Capella



Edição/Reimpressão: 2010

Páginas: 464

Editora: Edições Asa





Sinopse: Londres, 1896. Robert Wallis, um boémio aspirante a poeta, aceita a proposta de um enigmático mercador de café para compor um “vocabulário de cafés” que capte os seus variados e ricos sabores. Inebriado pelos seus arrebatadores aromas, e pela ainda mais arrebatadora presença de Emily, a filha do mercador, Robert apaixona-se perdidamente. O mundo de Emily é igualmente abalado por esta proximidade: a pouco e pouco, também ela descobre que não é possível despertar alguns sentidos sem desafiar outros.

A contragosto, Robert parte para África em busca da origem do melhor café do mundo. O exotismo do continente africano apanha-o de surpresa. De deslumbramento em deslumbramento, Robert será apresentado à cerimónia tradicional abissínia do café pela mão de Fikre, a escrava de um homem poderoso. E quando Fikre se atreve a dar-lhe às escondidas um grão de café muito especial, tudo o que Wallis julgava saber – sobre café, amor e ele próprio – começa a ser questionado…

Uma arrebatadora e sensual história de amor que atravessa duas décadas e três continentes...


A minha opinião: Fantástico, envolvente e inesquecível são talvez os adjectivos que quanto a mim, melhor caracterizam este livro...


É através das várias personagens (principalmente Wallis, Emily e Pinker) que o autor nos apresenta os vários temas que compõem este livro.

Com Wallis somos literalmente levados a percorrer as ruas da cidade de Londres em finais do séc.XIX , a conhecer os seus restaurantes, bordéis, a conhecer as gentes que a habitam, a sentir os vários aromas que pairam no ar...

É ainda Wallis que nos abre as portas para o Continente Africano. Com as suas descrições quase observamos o por-de-sol, quase sentimos a areia do deserto debaixo dos nossos pés... Conhecemos o mundo da escravatura, entramos na selva e descobrimos a "sua lei", observamos a invasão feita pelos europeus, assistimos à destruição de florestas, conhecemos os costumes e as tradições das tribos nativas, assistimos ao choque de culturas, à opressão que o povo nativo sofreu, à sua necessidade de sobrevivência, o desejo de liberdade...


Com Emily ficamos a conhecer como era a condição feminina naquela época, uma época em que a mulher devia viver unicamente para a família, não ter sonhos ou desejos e ser submissa ao marido. Emily dá-nos a conhecer a luta da mulher pelo seu direito ao voto, representa a força, a coragem e a perseverança das primeiras mulheres que integraram o movimento sufragista.


Com Pinker conhecemos os meandros que envolviam o comércio do café naquela época..


Café, café, café, este está presente em todos os capítulos...


Gostei muito da história em si, das personagens, da capacidade de descrição de Anthony Capella, da notória pesquisa bibliográfica que efectuou...adorei a parte histórica do livro, adorei tudo! Um livro muitíssimo interessante, que recomendo vivamente!

sábado, 3 de julho de 2010

A Promessa - Brunonia Barry








Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 376
Editor: Porto Editora

Sinopse:

Espantoso. Enfeitiçante. Inesquecível.Towner Whitney, uma mulher enigmática e fascinante, descende de uma família de mulheres de Salem que têm a capacidade de ler o futuro nos padrões da renda típica da cidade.Após uma vida de traumas e tragédias que a leva a exilar-se na Califórnia, Towner regressa à sua cidade natal, em busca da tia-avó, Eva, desaparecida misteriosamente.Towner vê-se, assim, obrigada a enfrentar os medos do seu passado e a verdade das tragédias na sua família.A Promessa é uma narrativa hipnotizante que desvela um mundo de segredos, identidades perdidas, mentiras e meias-verdades, onde a realidade e a ficção se unem inexoravelmente.

A minha opinião:

Esta crítica estava difícil de sair, devido à falta de tempo mas principalmente pela desilusão que o livro se mostrou. Depois de o ter tanto tempo na minha lista de desejos esperava bem melhor.

Logo ao inicio fiquei pasmada com esta entrada: "Chamo-me Towner Whitney. Não, não é propriamente verdade. O meu verdadeiro nome próprio é Sophya. Nunca acreditem em mim. Minto a toda a hora. Sou uma louca... Esta última parte é verdade.", pensei: Mas que é isto?! Deste começo não pode sair nada de muito bom! =S

Depois a história tem um enredo enfadonho, com pouca acção e a pouca que tem parece-me bastante confusa, muito devido às tais mentiras. Em certas partes lembro-me que cheguei a pensar porque é que isto ou aquilo era relevante para a história!

Quanto à parte relacionada com a magia (a parte que me levou a ler este livro e da qual vi muito pouco) revelou-se, a meu ver, muito fraca.

A desilusão final foi chegar ao fim da leitura e não perceber o sentido do título!! :( Mas porque é que o livro se chama "A Promessa"?! Qual promessa? Será que me escapou algo? Alguém que tenha lido o livro que me explique por favor.

Mas enfim, nem tudo foi mau* neste livro, a parte final foi, para mim, a salvação do livro. Quando se desvendam todos os mistérios e mentiras senti-me como se me tivessem tirado uma venda dos olhos e finalmente pudesse ver claramente. Desta parte gostei sim! Outro ponto a favor são sem dúvida as referências a Salem e toda a sua história.

* "Mau" será forma de expressão, pois na minha opinião não há realmente livros maus, mas sim, talvez, leituras adequadas a cada leitor e aos vários momentos da sua vida.
Eu já vi críticas muito boas e positivas em relação a este livro, por isso acredito que talvez as minhas expectativas sobre ele e o momento em que o li talvez interferissem na apreciação desta leitura.