segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O rapaz que prendeu o vento





Edição/Reimpressão:2010
Páginas:304
Editora:Editorial Presença





Sinopse:William Kamkwamba nasceu no Malawi, onde vivia na mais absoluta pobreza e, aos 13 anos, teve de abandonar a escola por falta de meios. Mas isso não refreou o seu optimismo nem a sua vontade de aprender e, graças a uma biblioteca escolar, continuou a acompanhar as matérias escolares. Um dia descobriu um livro que mudaria por completo a sua vida e que explicava o funcionamento dos moinhos de vento. Utilizando materiais improvisados, muitas vezes recolhidos em sucatas, William conseguiu montar dois moinhos de vento e, assim, fornecer energia eléctrica e água à sua pequena comunidade. O seu feito tornou-se notícia em todo o mundo e é contado neste livro cativante, que retrata os problemas que afligem o continente africano e sugere que as melhores soluções não partem necessariamente da ajuda dos países ricos.

A minha opinião: Gostei, gostei muito. Esta é a história verdadeira de um rapaz que teve um sonho e, que com muito querer, estudo e trabalho conseguiu torná-lo realidade. Contra todas as adversidades - a pobreza, a fome e o abandono forçado da escola - William conseguiu alimentar a sua curiosidade, e fazer valer a sua inteligência e criatividade.

Este livro é também um retrato do Malawi, um país africano marcado pela pobreza. Através dos relatos do autor, ficamos a conhecer o modo de vida dos seus habitantes, os seus hábitos, tradições, crenças e valores...

"O rapaz que prendeu o vento" é um relato impressionante sobre a fome, a miséria, mas também sobre a persistência, o trabalho e a esperança!

Uma verdadeira lição de vida, que muitas pessoas deviam conhecer. Recomendo vivamente!

Deixo-vos com algumas citações...

"Embora Geofrfey, Gilbert e eu fôssemos criados numa pequena aldeia de África, fazíamos as mesmas coisas que as crianças em todo o mundo, apenas com materiais um pouco diferentes. (...) As crianças, por toda a parte, descobrem maneiras semelhantes de se entreterem, se o olharmos assim, o mundo nem sequer é muito grande." Pág. 29

"Algumas pessoas iam perdendo carne até parecerem esqueletos andantes. (...) Os famintos falavam pouco ao passar. Mesmo que continuassem à procura de qualquer coisa que lhes enchesse os estômagos, era como se já estivessem mortos." Pág. 146

"- Dia após dia, por força da sua vontade, os africanos aproveitam o pouco que têm. Dominam os desafios colocados a África com criatividade. Onde o mundo vê lixo, África vê reciclagem. Onde o mundo vê ferro-velho, a África vê renascimento." Pág. 281

"- Não percas a coragem nem desistas só por ser difícil (...) Seja o que for que desejes fazer, se o desejares de todo o coração, acabará por acontecer." Pág.289

sábado, 2 de outubro de 2010

Calafrio - Sandra Brown








Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 398
Editor: Quinta Essência


Sinopse: Cleary, uma pacata cidade da Carolina do Norte, foi abalada pelo desaparecimento de cinco mulheres em dois anos e meio. Não há corpos, pistas ou suspeitos, apenas uma misteriosa fita azul abandonada no local onde cada mulher foi vista pela última vez…
Lilly Martin regressa a Cleary para concluir a venda da sua cabana de montanha e pôr um ponto final ao casamento com Dutch Burton, o chefe da polícia local. Depois de fechar as portas ao seu passado, não imaginava voltar atrás tão cedo. Mas, ao deixar a casa, sob um temporal, Lilly perde o controlo do carro e atropela um homem que emergia inesperadamente do bosque. Trata-se de Ben Tierney, que ela conhecera no Verão passado. Os dois são então forçados a regressar à cabana para esperarem pelo fim da terrível tempestade de neve.
Incontactáveis, com poucos víveres e quase sem aquecimento, Lilly e Ben vão aproximar-se um do outro, ao mesmo tempo que cresce a atracção e o desejo entre ambos. Mas, à medida que o isolamento se prolonga e os dois se envolvem, Lilly receia que a maior ameaça não seja o temporal, mas sim o homem ao seu lado...
Quem será o misterioso Ben Tierney: o raptor ou o homem capaz de salvar Lilly da tragédia que a assombra?

A minha opinião:Este livro proporcionou-me momentos de leitura verdadeiramente empolgantes! Calafrio é um romance policial fantástico que nos prende logo nas primeiras páginas.

O livro puxa pela nossa imaginação e perspicácia, durante o decorrer da acção somos levados a avaliar a personalidade, as atitudes e os comportamentos de cada uma das personagens de modo a descobrirmos a identidade do assassino, o que torna a leitura quase compulsiva!

Sandra Brown elaborou uma história bastante credível, repleta de suspense, mistério e aventura, com um enredo rico em suspeitos e situações inesperadas, onde nem tudo o que parece é...

Adorei, recomendo vivamente!

domingo, 26 de setembro de 2010

Jardim de Alfazema - Jude Devereux








Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 354
Editor: Quinta Essência



Sinopse: Jocelyne Minton é uma mulher dividida entre dois mundos. A mãe estudou em colégios particulares e frequentava as melhores salas de chá, mas acabou por casar com o biscateiro local. Joce tinha apenas cinco anos quando a mãe morreu e, quando o pai volta a casar, a criança sente-se mais só do que nunca - até que conhece Edilean Harcourt que, apesar de já não ser uma jovem, compreende Joce melhor que ninguém. Quando Miss Edi morre, deixa à amiga todos os seus bens, incluindo uma histórica mansão do século XVIII e uma carta com pistas para a jovem decifrar um mistério que remonta a 1941. Na carta, Miss Edi também revela que encontrou o homem perfeito para Joce, um jovem advogado. Joce fica chocada ao saber que a mansão e o futuro amor da sua vida se encontram em Edilean, de que nunca ouvira falar. Curiosa perante esta reviravolta do destino, Joce muda-se para a pequena cidade , decidida a dar um novo rumo à sua vida. Em Edilean, todos conhecem a história da jovem e já delinearam o seu futuro, incluindo o homem com quem se deverá casar. Acontece, porém, que Joce tem as suas próprias ideias acerca do homem que terá de conquistar o seu coração e o que fazer aos segredos que ninguém quer ver divulgados. Mas, quando estes lhe revelam parte da sua história, o certo é que a vida parece ganhar uma nova cor…


A minha opinião: Este livro conta-nos a história de uma cidade encantada, que parece ter ficado perdida no tempo, e dos seus habitantes, todos eles especiais, cada um à sua maneira.

As personagens principais são duas mulheres fortes e encantadoras, no presente acompanhamos a vida de Joce, recém chegada a Edilean e com muitos mistérios por resolver, e ao passado, voltamos muitas vezes, para acompanhar as aventuras de Miss Edi em tempos de guerra, e assim tentar perceber alguns desses mistérios.

"Jardim de Alfazema" é uma história ternurenta, muito divertida, recheada de mistérios e enredos familiares que depressa prendem a atenção do leitor.

Gostei, uma história leve e descontraída que me proporcionou bons momentos de leitura.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

1º Aniversário!!!


Pois é, o tempo passa depressa e o "Leituras de A a B" está hoje de Parabéns pelo seu primeiro aninho! =) Inicialmente criámos este blog com o objectivo de partilhar as nossas leituras, e o mesmo mantêm-se.... O nosso muito obrigada, a todos aqueles que por aqui passam, obrigada pelos simpáticos comentários e pelas sugestões, que nos estimulam a continuar esta partilha, em jeito de celebração por esta paixão que nos une a todos: os livros!


domingo, 19 de setembro de 2010

A Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata - Mary Ann Shaffer e Annie Barrows








Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 448
Editor: Assírio & Alvim


Sinopse: Londres, 1946. Depois do sucesso estrondoso do seu primeiro livro, a jovem escritora Juliet Ashton procura duas coisas: um assunto para o seu novo livro, e, embora não o admita abertamente, um homem com quem partilhar a vida e o amor pelos livros. É com surpresa que um dia Juliet recebe uma carta de um senhor chamado Dawsey Adams, residente na ilha britânica de Guernsey, a comunicar que tem um livro que outrora pertenceu a Juliet. Curiosa por natureza, Juliet começa a corresponder-se com vários habitantes da ilha. É assim que descobre que Guernsey foi ocupada pelas tropas alemãs durante a segunda Guerra Mundial, e que as pessoas com quem agora se corresponde formavam um clube secreto a que davam o nome de Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata. O que nasceu como um mero álibi para encobrir um inocente jantar de porco assado transformou-se num refúgio semanal, pleno de emoção e sentido, no meio de uma guerra absurda e cruel.


A minha opinião: Este livro é um verdadeiro tesouro...repleto de personagens cativantes e uma história apaixonante!

Todo o livro está escrito sob a forma de cartas e telegramas trocados entre as várias personagens. É fantástico como as autoras conseguiram dar sentido a toda a história (escrita desta forma) com um leque tão vasto de personagens e acontecimentos!

Este livro consegue ser ao mesmo tempo um retrato nu e cru da 2ª Guerra Mundial - com o relato de acontecimentos impressionantes e condenáveis - e um hino á vida e ao amor - o amor entre as pessoas e o amor pelos livros - conseguindo assim, ser ao mesmo tempo tocante, divertido, emocionante...inesquecível.

Em suma, "A sociedade literária da tarte de casca de batata" é um livro muito rico, escrito de uma forma dinâmica, perspicaz, inteligente e envolvente!

Tenho pena que este seja o primeiro e último livro de Mary Ann Shaffer, uma vez que a autora já faleceu, mas fico feliz por saber que realizou o seu sonho!

Na minha opinião este livro é quase obrigatório para todos os amantes dos livros, acho quase impossível alguém ler e não gostar!
Leiam e façam também parte deste fantástica "Sociedade literária da tarte de casca de batata"! =)

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Descalças - Elin Hilderbrand






Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 320
Editor: Contraponto



Sinopse:Três mulheres – carregadas com crianças e alguns problemas emocionais óbvios – chegam ao aeroporto de Nantucket numa quente tarde de Verão. Vicki, mãe de dois rapazes, está a tentar aceitar a notícia de que tem uma doença grave; a irmã, Brenda, foi despedida do seu prestigiado emprego de professora universitária por manter uma relação íntima com um estudante; e a amiga de ambas, Melanie, após sete tentativas falhadas de fertilização in vitro, está finalmente grávida – depois de descobrir que o marido tem um caso.
Com o intuito de sarar as suas feridas, apanhando sol e sentindo a areia nos pés, «fugiram» para Nantucket sem saber que encontrariam Josh, um desconhecido que mudará as suas vidas.Será que a adorável casa de férias, que pertence à família há gerações, vai ser suficientemente grande para o turbilhão de emoções que a invade?Descalças une estas quatro vidas numa história irresistível.


A minha opinião: Este livro conta-nos a história de quatro personagens verdadeiramente encantadoras, inesquecíveis! Os seus traços psicológicos, as suas personalidades estão tão bem definidas que é como se elas ganhassem vida...Vicki, Brenda, Melanie e Josh poderiam ser qualquer pessoa que nós conhecemos...

Gostei da força da Vicki ao enfrentar a doença, da sua vontade de viver; gostei da maturidade e bondade de Josh; gostei da coragem de Brenda ao envolver-se com que não podia (mas, afinal O coração quer o que o coração quer) e da sua capacidade de acreditar nos seus sonhos aparentemente impossíveis de realizar; gostei da preserverança de Melanie.

Quanto à história é cativante, quando damos por isso já estamos completamente envolvidos, querendo saber o desenrolar dos acontecimentos e acompanhar a vida destas personagens. Amor, amizade, traição, fatalidade são alguns dos ingredientes que compõem esta história.

Devo dizer que a sinopse engana um pouco, dá-nos a entender que esta é uma história leve e divertida, mas o que encontramos é muito mais do que isso. É uma história por vezes divertida, mas não muito leve, com momentos até bastante "pesados" que focam a doença de Vicki... Quanto a mim, este livro encerra em si uma verdadeira lição de vida, mostra-nos aquilo a que realmente devemos dar importância...

Uma palavra ainda para a capa que está lindíssima, e para o título que adorei, não sei se foi essa a intenção da autora, mas para mim, é como que uma analogia com a própria vida, porque afinal, nesta vida, andamos todos "descalços", pois o que hoje é verdade, amanhã pode ser mentira, o que hoje temos, amanhã podemos perder, nada é definitivo...

Recomendo vivamente!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Desculpa, mas vou chamar-te amor - Federico Moccia





Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 552
Editor: Edições Contraponto





Sinopse: Niki é uma rapariga linda, extrovertida, inteligente, simpática e alegre. Tem dezassete anos, e tanto ela como as suas amigas estão no último ano do secundário. O seu dia-a-dia é pautado por desfiles, festas e raves, entre outros divertimentos.
Alex é um «rapaz» com quase trinta e sete anos e acabou há pouco tempo uma relação de longa data. Tem três grandes amigos, Enrico, Flávio e Pietro, que são casados. Alex ocupa um cargo importante na área da publicidade, mas um jovem oportunista contratado recentemente pela sua empresa põe em risco o seu emprego.
Certa manhã, Niki e Alex têm um encontro, ou melhor, um desencontro – um desencontro que vai mudar tudo.
Esta linda história de amor reflecte a vontade de reencontrar a liberdade e o desejo de nutrir sentimentos verdadeiros, de amar sem regras nem porquês. Retrata o quotidiano, mas também o sonho, a fuga mais bela, mais louca, mais inesperada: uma fuga de amor.

A minha opinião: Este livro conta-nos a história de amor entre Niki, uma adolescente de 17 anos e Alex um homem de 37 anos...assim como as histórias dos amigos de ambos. Conhecemos então uma série de personagens que facilmente nos conquistam pela forma humana com que são descritas. Gostei especialmente de Niki, pela forma como encara a vida, com optimismo, alegria e energia!

Uma vez mais fiquei rendida à escrita de Federico Moccia, intensa, fluída, por vezes poética...cativante!

Quanto à história em si, adorei! Uma história de amor com as doses certas de diversão, realismo e romantismo. Através da história de amor de Niki e Alex o autor retrata o encontro desses dois mundos, o adolescente e o adulto. À medida que a acção se desenrola vamos conhecendo os contornos desta história de amor, as reacções das pessoas que estão à sua volta, as diferenças que os separam mas que ao mesmo tempo os unem.

A acção desenrola-se em Roma, cidade que o autor descreve tão bem que é como se de facto estivéssemos lá.

Para finalizar, dizer ainda que gostei muito da forma como todos os enredos se encaixaram e como todos os pequenos mistérios da vida quotidiana das personagens se revelaram, pelo menos para o leitor.

Desculpa, mas vou chamar-te amor, fala-nos assim de amor, da amizade...da vida.