domingo, 12 de dezembro de 2010

Se eu ficar - Gayle Forman







Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 216
Editor: Editorial Presença


Sinopse:

Naquela manhã de Fevereiro, quando Mia, uma adolescente de dezassete anos, acorda, as suas preocupações giram à volta de decisões normais para uma rapariga da sua idade. É então que ela e a família resolvem ir dar um passeio de carro depois do pequeno-almoço e, numa questão de segundos, um grave acidente rouba-lhe todas as escolhas. Nas vinte e quatro horas que se seguem, Mia, em estado de coma, relembra a sua vida, pesa o que é verdadeiramente importante e, confrontada com o que faz com que valha mesmo a pena viver, tem de tomar a decisão mais difícil de todas.

A minha opinião:

Mais uma vez um livro da Colecção Noites Claras, da Editorial Presença, me voltou a surpreender e demonstrou que um livro pequeno pode, na realidade, ser um grande livro!

Os livros desta colecção trazem sempre uma grande questão de fundo para se reflectir.
A questão presente neste livro é a seguinte: Imagine que tinha uma vida quase perfeita, apenas com os stresses do dia-a-dia, tinha uma bonita família com a qual vivia em harmonia, tinha um namorado/a, tinha bons amigos, tinha uma paixão pela música que dava sentido à sua vida, tinha 17 anos e um futuro promissor pela frente. Está a imaginar?

Agora imagine que um dia decide ir dar um passeio de carro com a sua família e, de repente, tudo isso desaparece ou parecia vir a desaparecer. E você ficava num ápice sem a sua família mais chegada, sem toda a harmonia que havia na sua vida e é como se lhe fosse dada uma hipótese de escolher se vale a pena lutar e ficar ou se se entrega, desiste de lutar e vai "embora" junto com a sua família.

Este livro conta-nos todo este processo pelo que a protagonista passou enquanto a sua alma passeava pelos corredores do hospital onde se encontrava em coma e, conta-nos também, todos os esforços que os seus familiares e amigos fizeram para, de certo modo, convencê-la a ficar com eles.

Foi um destes esforços realizado pelo namorado em conjunto com a melhor amiga de Mia que mais me emocionou, bem como a visita do seu avô...!

Em suma, este é um livro com alguma emoção e que nos deixa a reflectir sobre as nossas próprias vidas e sobre aquilo a que damos valor.

Aconselho a todos!

sábado, 11 de dezembro de 2010

O Estranho Caso de Benjamin Button - F. Scott Fitzgerald







Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 76
Editor: Editorial Presença


Sinopse:

Na génese deste conto publicado pela primeira vez em 1922 terá estado, segundo F. Scott Fitzgerald, uma observação de Mark Twain em que o escritor lamentava que a melhor parte da vida fosse ao início e a pior no fim. Assim nasceu Benjamin Button, mas, como o leitor poderá começar a adivinhar, para grande desgosto e estupefacção de todos os envolvidos, o «pequeno» Benjamin vem ao mundo com a aparência, o tamanho e as peculiaridades de um homem de 70 anos… O Estranho Caso de Benjamin Button inspirou uma adaptação ao grande ecrã.

A minha opinião:

Se bem me lembro esta foi a primeira vez que li um livro depois de já ter visto o seu filme. Normalmente o processo é ao contrário, gosto sempre de ler primeiro para fazer o meu próprio filme mental, pois se vir o filme em primeiro lugar é muito difícil ao ler a minha imaginação não ir buscar as imagens do filme.

Mas tal não aconteceu neste caso. Pois, a meu ver, livro e filme são muito distintos e, foi-me impossível rever a personagem de Brad Pitt na personagem apresentada no livro. Nunca pensei vir a fazer uma afirmação destas mas, neste caso, acho que posso afirmar que o filme superou em muito o livro!

A minha primeira desilusão com o livro começou logo com o muito reduzido número de páginas (por isso apenas o comprei quando o encontrei numa óptima promoção), o que também indicava logo à partida que a história não iria ser tão pormenorizada quanto a do filme e acho que peca por isso.

No entanto, não quer dizer que não tenha gostado. Gostei, até porque é quase impossível não nos rendermos ao tema tão inusitado desta história.

A ideia que me ficou a pairar na cabeça depois de ler o livro e ver o filme foi a mesma: realmente a melhor parte da nossa vida parece ser o início, a infância, mas, será que gostaríamos mesmo de guardar o melhor para o final? Imagino-me na pele de Benjamin Button, cada vez mais novo, cada vez com mais saúde, enquanto caminhava pela vida e ia vendo todos os seus entes queridos partirem e deixando-o só na suposta melhor parte da sua vida...! Acho que o sofrimento seria muito maior e perderíamos tudo o que de bom a infância tem e que reside muito na inocência e ignorância que temos perante a vida!

domingo, 28 de novembro de 2010

Aquisições de Novembro



Mais quatro livrinhos, duas promoções e duas ofertas. E assim vou sendo feliz! =)

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

O Diário de Carrie - Candace Bushnell




Conheça a vida de Carrie Bradshaw antes do Sexo e a Cidade.


Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 394
Editor: Oficina do Livro


Sinopse:

Antes de Nova Iorque. Antes da coluna sobre sexo e amor mais lida da Big Apple. Antes da entrada em cena de Samantha, Charlotte, Miranda e Mr. Big - sem esquecer os cup cakes e os cosmopolitans -, Carrie Bradshaw era uma rapariguinha de uma pequena cidade americana que desejava o melhor para si.
Carrie estava preparada para a vida «a sério», mas primeiro teria de terminar com êxito o secundário. Até aqui, ela e os seus amigos eram inseparáveis, mas, depois do sedutor Sebastian Kydd e da traição de uma amiga, Carrie começa a questionar tudo o que tinha vivido até aquele momento. Decide partir para Nova Iorque e é aí que uma nova vida vai começar...
O Diário de Carrie é a história de uma rapariga de liceu e dos seus amigos de sempre, da sua família e da descoberta de um talento para escrever de uma forma única sobre as relações entre amigos, família, rapazes e raparigas. Dos bancos de escola para a cidade de todos os sonhos e de todos os desejos, a saga da heroína de Sexo e a Cidade. Uma rapariga que sempre soube que um dia iria escrever um livro que mudaria o mundo. Uma personagem que se tornou um ícone de uma geração.


A minha opinião:

Como fã que sou (ou fui) da série "O Sexo e a Cidade" tinha que ler este livro, pois, o livro retrata a vida de Carrie Bradshaw, personagem principal da série enquanto ainda era uma adolescente, descreve as suas peripécias, os seus amores e desamores de então e todo o seu percurso até decidir ir para Nova Iorque, com 18 anos de idade, para perseguir o sonho de ser escritora.

Gostei do livro mas, ficou muito aquém das minhas expectativas. Pareceu-me um livro mais virado para um público adolescente, não sei se pela escrita simples ou se pelo facto de descrever também a vida de uma adolescente, mas, de qualquer forma não encheu as minhas medidas.

No entanto, recomendo a sua leitura às fãs da série que, tal como eu, devem ter curiosidade para saber como tudo começou e, neste livro, poderão ficar pelo menos a saber como é que Carrie foi parar à Big Apple e como ela conheceu a primeira das raparigas do famoso grupo de quatro... :)

domingo, 14 de novembro de 2010

Comer, Orar, Amar - Elizabeth Gilbert




Comer na Itália, Orar na Índia, Amar na Indonésia

Páginas: 373
Edição/reimpressão: 2006
Editor: Bertrand Editora

A minha opinião:

Este livro já estava na minha pilha de livros por ler desde o Verão do ano passado. Este Verão quando soube que iria sair o filme adaptado resolvi lê-lo para depois ver então o filme.

O livro retrata a experiência verídica da autora num ano de viagens para descobrir o seu verdadeiro eu e encontrar a paz e o equilíbrio de que tanto necessitava. Divide-se em três partes, o livro 1 referente à Itália, o livro 2 sobre a Índia e o livro 3 sobre a Indonésia. A autora decidiu fazer estas viagens após ter passado por um processo de divórcio bastante complicado e enquanto lidava com uma profunda depressão.

Durante este ano que ela reservou para si própria, decidiu passar 4 meses em cada um destes países e em cada um explorar uma forma de prazer.

Na Itália, decidiu debruçar-se sobre o prazer de comer e de aprender a falar italiano, uma língua que sempre a fascinou.
Este deve ter sido o livro que mais apetite me deu! A cada descrição de cada belíssimo prato italiano que a autora descobria eu sentia-me a salivar!

Na sua viagem à Índia, a autora buscou o equilíbrio através da oração, da meditação. E, confesso, que também aqui as descrições da autora mexeram comigo, fazendo-me mesmo sentir vontade de experimentar também algumas técnicas de ioga e de meditação.

E, por fim, na Indonésia, para onde parte com a intenção de continuar o seu auto-conhecimento e aperfeiçoamento espiritual, indo atrás de um convite que um curandeiro lhe fez para viver com ele, anos atrás quando lá esteve pela primeira vez, é onde Liz acabará por encontrar o amor...!

No geral achei este livro muito interessante por ser uma história verídica e nos dar a conhecer várias curiosidades sobre cada um destes países (Não fosse eu uma amante de livros que me permitem viajar no sofá!! :D). Gostei principalmente das curiosidades reveladas sobre os costumes e crenças dos habitantes de Bali, na Indonésia, e destas duas em particular:

Sabiam que no Bali, "há apenas quatro nomes que a maioria da população dá aos seus filhos, independentemente do bebé ser rapaz ou rapariga"?! "Os nomes são Wayan, Made, Nyoman e Ketut. Traduzidos, estes nomes significam simplesmente primeiro, segundo, terceiro e quarto, e estão conotados com a ordem do nascimento. Se tiverem um quinto filho, passa a ser conhecido por algo como Wayan segundo."

E, também gostei da ideia por detrás da Meditação dos Quatro Irmãos: "os balineses acreditam que cada um de nós é acompanhado à nascença por quatro irmãos invisíveis, que vêm ao mundo connosco e nos protegem ao longo das nossas vidas. (...) Os irmãos habitam as quatro virtudes que uma pessoa precisa para ter uma vida segura e feliz: a inteligência, a amizade, a força e (adoro esta) a poesia. Os irmãos podem ser invocados em qualquer situação crítica para prestarem assistência. Quando morremos, os quatro espíritos nossos irmãos vêm buscar a nossa alma e levam-na para o céu." Eu, sendo filha única, adorei esta ideia de ter por aí quatro irmãos a olhar por mim! :)

A principio temi que o livro se assemelhasse demasiado a uma espécie de livro de auto-ajuda, por se tratar do relato de viagens que a autora realizou não tanto com o intuito de descobrir esses destinos, mas mais para ir à descoberta de si mesma. No entanto, posso garantir-vos que o livro está longe desse registo, pois, a descrição das actividades e dos momentos por que a protagonista vai passando, interligados com todos as curiosidades que nos dá a conhecer e a explicação de todos os métodos de meditação que foi experimentando ocupam a grande parte deste livro.

Enfim, acho que o livro está bem construído e proporciona uma leitura agradável. O único pormenor que acho que poderia ter sido melhorado é a parte do romance, que acho que poderia ter sido mais aprofundada. De resto, aconselho a todos os que gostam de livros sobre viagens e a todos os que, como eu, não gostam de ver o filme sem antes ter lido o livro.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

A Rapariga que Roubava Livros - Markus Zusak







Edição/reimpressão: 2008
Páginas: 463
Editor: Editorial Presença
Sinopse


A minha opinião:

Esta é a história de uma menina chamada Liesel. Uma menina que viveu em plena Alemanha Nazi. Uma menina que ganhou uma paixão por livros, pelas palavras e pelo poder das palavras, ao encontrar o seu primeiro livro caído no chão coberto de neve do cemitério onde tinha acabado de ver enterrar o seu irmão. Uma menina que encontrou a Morte três vezes. Uma menina que conseguiu despertar o interesse da Morte e que fez com que fosse a própria Morte a querer contar-nos a sua história. E, "Quando a morte nos conta uma história temos todo o interesse em escutá-la."

Mas, também poderia dizer que esta é a história da vida da Morte em plena Alemanha Nazi e em plena 2ª Guerra Mundial. A história das vidas inocentes que ela carregou nos seus braços, das pessoas que ela viu chorar os seus entes queridos, de todos os cenários de horror por onde ela foi passando, das cores que o céu apresentava em cada momento e do cansaço que ela sentia.

Ou então, poderia ainda dizer que esta é a história da vida de várias pessoas únicas encurraladas numa luta que não era a delas. É a história da família Hubermann que acolheu Liesel mesmo estando na miséria; da família Steiner, em especial de Rudy, o miúdo alemão que sonhava ser Jesse Owens, o atleta americano negro; de Max, o judeu nascido na Alemanha, que refugiado na cave da família Hubermann escreveu um livro para Liesel em cima das páginas arrancadas do livro escrito por Hitler; de Tommy, outro dos inocentes que vivia na rua Himmel; de Ilsa Hermann, a mulher do Presidente da Câmara e sua biblioteca; de Frau Hotzafel e seus dois filhos; etc.

O detalhe que nestas descrições sempre se repete é o cenário, o contexto: um país - Alemanha, um idealismo - Nazismo, um líder - Adolf Hitler, um período no tempo - a Alemanha em plena 2ª Guerra Mundial. E este é o ambiente que se vive e se respira na leitura deste livro. Senti a angústia de cada inocente e a vontade de fazer algo contra as injustiças como se estivesse lá a vivenciar cada momento junto das personagens, tal como também sorri com as pequenas alegrias e as pequenas vitórias de cada um.

Gostaria também de realçar que dos livros que tenho lido sobre a Alemanha Nazi, este foi o único que para além de nos narrar as injustiças cometidas sobre todos os judeus perseguidos por Hitler, mostra-nos também o lado dos alemães inocentes, que viviam entre a espada e a parede, prestando vassalagem e dando as suas vidas pelo seu Fuhrer.
Adorei todas as personagens mas, posso afirmar que jamais esquecerei: Hans Hubermann, o seu acordeão e o pão que deu àquele judeu moribundo; Rudy e o beijo por que tanto ansiava (e o que eu chorei quando ele por fim o recebeu, infelizmente sem o já poder sentir!); Max e o seu "A Sacudidora de Palavras"; e claro, Liesel, a rapariga que roubava livros e que os amava como ninguém!

Sobre a relação de Liesel com as palavras também muito haveria a dizer... amou-as mesmo antes de saber ler e chegou a odiá-las quando percebeu que era através das palavras que Hitler envenenava, de várias formas, toda uma nação.

"Arrancou uma página do livro e rasgou-a ao meio. (...)
Em breve havia apenas farrapos de palavras espalhados entre as suas pernas e a toda a sua volta. As palavras. Por que haviam elas de existir? Sem elas não haveria nada disto. Sem palavras o Fuhrer não era nada."

Este livro fez-me recordar um dos meus filmes preferidos o "A Vida é Bela" e tal como o filme, também o livro é de uma beleza arrasadora.

Muito mais haveria a dizer mas, é-me impossível transmitir-vos tudo o que gostaria, só posso dizer que aconselho vivamente esta leitura e espero que a saibam apreciar tanto como eu!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Os novos habitantes da minha estante!


Ou então, outro título possível para este post seria: "Não resisto a promoções!" lool


Todos estes livrinhos faziam parte da minha lista de desejos e todos eles foram adquiridos em algum tipo de promoção ou passatempo! =D Adoro!!


São estes os novos e felizes habitantes da minha estante cada vez mais recheada:

Chocolate de Joanne Harris
Os Homens que Odeiam as Mulheres de Stieg Larsson
A Escriba de Antonio Garrido
O Jogo do Anjo de Carlos Ruiz Zafón
O Alquimista e A Feiticeira de Michael Scott
Um Dia de David Nicholls
Jardim de Alfazema de Jude Deveraux
A Sul da Fronteira A Oeste do Sol de Haruki Murakami

E então, gostaram das minhas novas aquisições? Já leram alguns?