domingo, 21 de agosto de 2011

Pensamentos Literários

"Não há no mundo livros que se devam ler, mas somente livros que uma pessoa deve ler em certo momento, em certo lugar, dentro de certas circunstâncias e num certo período da sua vida."


Lin Yutang

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Frases que ficam...


Amor, Ponto e Vírgula - Andrew Nicoll - Pág. 259

"As pessoas são criaturas de hábitos. Corremos sobre carris familiares como os eléctricos de Ponto, por vezes inclinando-nos um pouco nas curvas, outras vezes guinchando ligeiramente ou provocando uma chuva de faíscas, mas, na maior parte do tempo, mantendo-nos fiéis à mesma rotina.

Embora Agathe tenha abandonado os carris sobre os quais correra anos e anos, ficou surpreendida por perceber que continuava a andar. Não tropeçou, não estancou com um estremecimento. Não houve ferimentos, não houve mortes, não houve prejuízos, apenas uma nova carreira, afastada dos percursos habituais e liberta, na verdade, de quaisquer carris."

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Amor, Ponto e Vírgula - Andrew Nicoll







Edição: 02/06/2011
Páginas: 408
Editor: Editorial Presença



Sinopse:
Na linha do realismo mágico, este é o romance de estreia de um autor com características muito próprias. A acção decorre num país de localização indeterminada, algures numas ilhas do Báltico. Entre as exóticas e curiosas personagens, destacam-se o honesto e atencioso Presidente da Câmara de Ponto, Tibo Krovic, e aquela por quem nutre um amor secreto e platónico, a sua bela secretária Agathe Stopak. A narradora, omnisciente e omnipresente, é Santa Walpurnia, uma virgem barbuda e mártir, antiquíssima padroeira da cidade, recurso que confere um inigualável grau de humor a esta obra.

Opinião:
O tempo disponível para ler não tem sido muito e por conseguinte demorei mais tempo do que gostaria a ler este livro. No entanto, acho que isso não prejudicou a sua apreciação pois, a meu ver, este é daqueles romances para saborear, para ir desfolhando pouco a pouco, à medida que vamos entrando e nos envolvendo na história, na vida de Ponto e de seus habitantes.
Apesar de ter sido lançado durante este Verão, este livro saberia muito bem como aquilo a que eu costumo chamar de um "romance de Inverno", para ir lendo calmamente enquanto ouvimos a chuva a cair lá fora! ^^

O que me chamou a atenção em primeiro lugar neste livro foram os nomes atribuídos aos locais, cidades, pontes, rios, etc. Normalmente, estamos habituados a que a acção decorra num sítio real que podemos localizar geograficamente ou mesmo fictício, mas com nomes inventados que, para quem não sabe, até poderiam existir.

Nesta história a única informação que nos é dada é que a acção decorre num "país indeterminado, constituído por várias ilhas algures no Mar Báltico" e a maior parte dos locais têm nomes como Ponto, Travessão, Vírgula, Rio &, Ponte Verde, etc..
Logo na forma como o livro começa ("No ano Em Branco, quando A-K era governador da província de R,...") parece dar-nos a entender que o autor quis deixar para segundo plano tudo o que não seja relevante para a compreensão desta história de amor, virando o foco apenas para as personagens principais e outras com quem elas interagem.

Mas isso talvez seja eu que tenho a mania de interpretar tudo e mais alguma coisa... por isso não sei se estarei certa ou completamente errada. =)

Relativamente à história em si, logo de início o autor começa por nos apresentar a história da padroeira de Ponto, Santa Walpurnia, a virgem mártir barbuda e, a partir daí percebemos que a história nos vai ser relatada segundo o ponto de vista omnipresente desta.

Assim, através dela conheceremos o Bom Presidente Krovic, presidente da Câmara de Ponto, que prefere sempre fazer o que "é bom" ao que "é certo".... Conviveremos com a sua solidão e com a paixão que nutre há anos pela sua secretária, Agathe Stopak. Espreitaremos com ele por debaixo da porta do seu gabinete com vista para a secretária de Agathe... olharemos com ele através da janela com vista para a fonte onde todos os dias Agathe se senta com a sua lancheira para almoçar... e, estaremos também com ele quando, por fazer sempre "o que é bom", Tibo terá chegado um dia atrasado...

Conheceremos e acompanharemos também a vida de Agathe, casada, mas há muito tempo só. Pois se "Tibo conhecia a solidão de estar sozinho. Agathe conhecia a solidão de estar com alguém". Suspiraremos junto com ela por uma casa na Dalmácia.... pensaremos, ao chegar a casa, em como estará o Bom Presidente Krovic nesse momento... etc., etc., etc.

Como já devem ter percebido, esta é a história de duas pessoas que se amam platónica e mutuamente na solidão de suas casas... mas será que este amor alguma vez se concretizará?!

Além destas duas principais personagens houve ainda uma outra que me cativou: a Mamma Cesare, uma stregga, com as suas extraordinárias capacidades e o seu maravilhoso teatro escondido e com tão especiais inquilinos.... ;)

Enfim, espero ter-vos aguçado o apetite para a leitura desta belissíma história de amor, onde se prometem algumas surpresas e reviravoltas e um final digamos que algo mirabolante...! =)


Classificação: 4/5 Muito Bom


P.S. - Não poderia deixar de agradecer à Editorial Presença pela oportunidade que me deu de ler este óptimo livro e, mais uma vez, pedir imensa desculpa pela demora!

sábado, 6 de agosto de 2011

Frases que ficam...


Perfume da Paixão - Jude Devereux - Pág. 223

"Era mais fácil lidar com a cólera do que com o desgosto."

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Novidades Apetecíveis - ASA

A Editora ASA apresenta-nos para o mês de Julho duas novidades que, quanto a mim, são extremamente apetecíveis e deliciosas! =)

A Herança parece-me ser o tipo de livro que me enche as medidas, carregado de mistérios e segredos por desvendar e ainda por cima com uma mansão antiga como cenário! (o que eu adoro mansões...! ^^)

Quanto ao A Rainha dos Gelados, só pela descrição da capa já me deixou a salivar...! ;)


Duas irmãs. Um segredo avassalador. Um passado que não pode permanecer secreto.

Após a morte da avó, as irmãs Erica e Beth Calcott regressam a Storton Manor, a imponente mansão da família. Rodeada pela atmosfera mágica das férias de Verão da sua infância, Erica relembra o passado, particularmente o primo Henry, cujo desaparecimento daquela mesma casa dilacerou a família e marcou Beth terrivelmente. A jovem decide agora descobrir o que aconteceu a Henry, para que o passado possa ser enterrado e a irmã consiga finalmente encontrar alguma paz. Mas, quando começa a investigar, um segredo familiar ameaça sair da sombra: uma história que remonta à América na viragem do século XIX, protagonizada por uma bela herdeira das classes altas e uma terra selvagem e assombrosa. À medida que o passado e o presente convergem, Erica e Beth têm de enfrentar duas terríveis traições e uma dolorosa herança.



Sorvete de romã e champanhe
Mousse de gengibre e pétalas de rosa
Gelado de canela e tarte de maçã
Chocolate: todas as combinações possíveis…
Irão estas iguarias derreter-lhe o coração?


1670. No palácio de Versalhes, que alberga a corte mais elegante do mundo, o jovem Carlo Demirco é famoso pela sua arte de fazer gelados. As suas técnicas trouxeram-lhe riqueza, os favores de Luís XIV e a admiração de todas as mulheres. Todas excepto a que ama: Louise, a dama de companhia de Henrietta, irmã do rei de Inglaterra. Quando Henrietta morre, Louise e Carlo são enviados para Londres como presente para o rei em sofrimento. Chegados a um país de costumes pouco refinados, cujo rei rapidamente se dispõe a seduzir Louise custe o que custar, torna-se claro para ambos que as suas únicas armas serão uma boa dose de diplomacia e quantidades extravagantes de gelo.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

A mulher do Capitão - Ludgero Nascimento dos Santos









Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 224
Editor: Alfarroba

Sinopse: "O onde são as quentes noites de uma pequena vila no norte de Angola. O quando é a Guerra Colonial. O quem são homens e mulheres que se cruzam numa teia de amor, paixão, ódio e traição. O porquê ninguém o conhece.

Este é um romance intenso, apaixonante, que transporta o leitor a um tempo de amores proibidos e sentimentos fortes, mas também de relações de aparências, guerra e morte.

Porque há histórias de amor que têm de ser contadas."

A minha opinião: Primeiro que tudo tenho de agradecer mais uma vez ao autor Ludgero dos Santos pela oportunidade que nos proporcionou de conhecer o seu trabalho. Foi com grande expectativa que iniciei esta leitura...

Como já tinha dito anteriormente, existem livros para saborear e outros para devorar. Este é daqueles livros que dada a natureza dos acontecimentos - rápidos e emocionantes - nos impele a devorarmos página atrás de página sem parar!

Ludgero dos Santos brinda-nos com uma história de amor arrebatadora e proibida que nos prende a atenção, apresenta-nos personagens fortes que depressa nos despertam sentimentos de simpatia ou antipatia.

O autor dá-nos a conhecer factos históricos do que se passou na Guerra Colonial/ Guerra da Libertação e consegue transmitir na perfeição a atmosfera de incerteza, medo e perigo que pairava no ar.

Através das descrições e das várias situações apresentadas pelo autor ficamos a conhecer um pouco desse fascinante continente africano e da simplicidade e lealdade das suas gentes.

"A mulher do Capitão" é uma história de amor, ódio, paixão, traição, lealdade e morte, que certamente não vai deixar ninguém indiferente! Recomendo vivamente esta leitura!

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Curiosidades literárias

Andava eu "perdida" no site da Editorial Presença, há procura da minha próxima aquisição, quando de repente me deparo com a nova capa do livro "A Alquimia do Amor" de Nicholas Sparks. E fiquei encantada! Digam lá se não está linda linda?! Até dá vontade de trazer para casa o livro outra vez :)