Quando descobrimos o poder duradouro da amizade e do amor
Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 280
Editor: Quinta Essência
A minha opinião:
O que eu adoro nos livros da Sarah é a sua capacidade de integrar pequenos toques de magia e mistério na vida das personagens, de uma forma tão suave, tão natural, que me leva a pensar que isso até poderia realmente acontecer na vida real. É este tipo de fantasia que eu gosto!
Este livro, a meu ver, foca na sua história alguns temas que se complementam, sendo o principal, o valor da amizade verdadeira que perdura no tempo contra todas as vicissitudes da vida. Mas, aborda também, os comportamentos em comunidade, por exemplo, a questão dos estereótipos/rótulos que nos são atribuídos e que nem sempre correspondem à realidade, e do "lugar" que nos é remetido pela pessoas à nossa volta em consequência desse rótulo.
Na história, algumas personagens falam dos rótulos que lhes foram atribuídos durante a sua adolescência: Willa, a brincalhona da Escola Secundária de Walls of Water; Colin (o Homem-espeto) e Paxton, os meninos ricos que iriam com certeza corresponder às expectativas dos pais; Sebastian, o excêntrico e possivelmente homossexual. E falam do facto de no passado, por vezes, se comportarem como as pessoas à sua volta esperavam que eles se comportassem, da dificuldade em se libertarem desse "rótulo" que acham não os identificar e, da necessidade que sentem de alguém os ver como eles realmente são e não como os rotularam.
Simpatizei logo desde o início com a personagem de Paxton Osgood, apesar de ela, no início, nos ser descrita como o estereótipo de típica menina da alta sociedade, algo me dizia que ela não era bem assim. A minha simpatia por esta personagem aumentou também quando vi que partilhamos da mesma mania de fazer listas! Embora as minhas abordem assuntos algo diferentes dos dela!! :)
Simpatizei também com a personagem de Rachel, a empregada da loja de Willa, e a sua mania interessante de anotar as formas como os clientes pediam os seus cafés e analisar o que isso poderia querer dizer sobre as suas personalidades.
Achei que talvez pudessem ter sido mais exploradas as personagens das avós de Willa e Paxton, já que o cerne da história gira ao redor do seu passado.
Quanto aos cenários, gostei de conhecer a Blue Ridge Madam. Adoro boas descrições de uma bela mansão antiga!
No entanto, teria gostado que o pessegueiro, a Árvore dos Segredos, pudesse ter guardado um segredo mais positivo. Pois, a forma extraordinária como a autora descreveu o aroma a pêssegos e toda a sua envolvência assim me fazia desejá-lo no meu imaginário.
Em suma, para mim, os romances mágicos de Sarah Addison Allen são sempre uma lufada de ar fresco, de boas vibrações, de esperança em coisas boas... e por isso recomendo-os a toda a gente e principalmente a quem achar que está a precisar de algum destes ingredientes na sua vida, literária ou real. ;)
Classificação: 4 - Muito Bom