quarta-feira, 11 de julho de 2012

O Príncipe da Neblina - Carlos Ruiz Zafón



Uma história de aventura e mistério para jovens dos 9 aos 99 anos


Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 208
Editor: Editorial Planeta



Sinopse:

O primeiro livro da trilogia Neblina. 
Um diabólico príncipe que tem a capacidade de conceder e realizar qualquer desejo... a um preço muito elevado. 
O novo lar dos Carver, numa remota aldeia da costa sul inglesa, está rodeado de mistério. Respira-se e sente-se a presença do espírito de Jacob, o filho dos antigos donos, que morreu afogado. As estranhas circunstâncias dessa morte só se começam a perceber à medida que os jovens Max, a irmã Alicia e o amigo Roland vão descobrindo factos muito perturbadores sobre uma misteriosa personagem de seu nome… o Príncipe da Neblina.

A minha opinião:

Esta foi a minha estreia na escrita de Carlos Ruiz Zafón e posso dizer que está aprovado! E pelo que consta segundo as opiniões que tenho visto, os outros dois livros, que já tenho há espera na estante, são ainda melhores.

Diz a apresentação do livro que esta é uma história para um público dos 9 aos 99 anos e eu concordo plenamente. Este é um daqueles livros de aventuras que dariam um belo filme para toda a família, um filme daqueles de nos pegar à cadeira com as cenas de suspense e de luta.
As extraordinárias descrições fizeram-me sentir arrepios ao "entrar" naquele jardim de estátuas... fizeram-me mergulhar juntamente com Roland no navio afundado... e quase que conseguia sentir a sua dificuldade em respirar!

É um livro com um toque juvenil, que se lê muito bem, tanto pela vontade de saber o que se passará a seguir e de descobrir o mistério por detrás daquela figura enigmática do Príncipe da Neblina, como, claro, pela escrita fluída, mágica e cheia de ritmo de Zafón.

Gostei muito desta leitura e não demorarei a conhecer os restantes livros da sua autoria... pois, se este foi o primeiro livro que ele escreveu, nem posso imaginar a qualidade dos seguintes! 

Classificação: 4 Muito Bom!

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Frases que Ficam...


As Intermitências da Morte - José Saramago

A morte, a igreja e a filosofia...

"... se acabasse a morte não poderia haver ressurreição, e que se não houvesse ressurreição, então não teria sentido haver igreja. Ora, sendo esta, pública e notoriamente, o único instrumento de lavoura de que deus parecia dispor na terra para lavrar os caminhos que deveriam conduzir ao seu reino, a conclusão óbvia e irrebatível é de que toda a história santa termina inevitavelmente num beco sem saída.
(...) As religiões, todas elas, por mais voltas que lhe dermos, não têm outra justificação para existir que não seja a morte, precisam dela como do pão para a boca" - Pág. 38

"Porque a filosofia precisa tanto da morte como as religiões, se filosofamos é por saber que morreremos, monsieur de montaigne já tinha dito que filosofar é aprender a morrer." - Pág. 40


sábado, 7 de julho de 2012

Pensamentos Literários


"Many a book is like a key to unknown chambers within the castle of one’s own self."

Franz Kafka

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Frases que ficam...


As Intermitências da Morte - José Saramago

"Já pensaste se a morte será a mesma para todos os seres vivos, sejam eles animais, incluindo o ser humano, ou vegetais, incluindo a erva rasteira que se pisa e a sequoiadendron giganteum com os seus cem metros de altura, será a mesma morte que mata um homem que sabe que vai morrer, e um cavalo que nunca o saberá." 

"Antes, no tempo em que se morria, nas poucas vezes que me encontrei diante de pessoas que haviam falecido, nunca imaginei que a morte delas fosse a mesma de que eu um dia viria a morrer. Porque cada um de vós tem a sua própria morte, transporta-a consigo num lugar secreto desde que nasceu, ela pertence-te, tu pertences-lhe." - Pág. 78/79

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Novidades Apetecíveis - ASA e Quinta Essência

Quem costuma passar por aqui já se deve ter apercebido que um livro cuja história tenha casas antigas/castelos em ruínas e segredos de família perdidos no passado são a minha perdição, não é verdade!? Por isso mesmo, estas novidades da ASA e da Quinta Essência não se escapam de vir parar à minha humilde biblioteca! =D


O Segredo de Sophia - Susanna Kearsley

Sinopse

Sinopse Carrie McClelland é uma escritora de sucesso a braços com o pior inimigo de qualquer artista: um bloqueio criativo. Em busca de inspiração, ela decide mudar de cenário e visitar a Escócia, onde se apaixona pelas belas paisagens e pelo Castelo de Slain, um lugar em ruínas que lhe transmite uma inexplicável sensação de pertença e bem-estar. Tudo parece atraí-la para aquele lugar, até mesmo o seu coração, que vacila sempre que encontra Graham Keith, um homem que acaba de conhecer mas lhe é, também, estranhamente familiar. 
Com o castelo como cenário e uma das suas antepassadas - Sophia - como heroína, Carrie começa o seu novo romance. E rapidamente dá por si a escrever com uma rapidez invulgar e com um imaginário tão intrigante que a leva a perguntar-se se estará a lidar apenas com a sua imaginação. Será a "sua" Sophia tão ficcional como ela pensa? À medida que a sua escrita ganha vida própria, as memórias de Sophia transportam Carrie para as intrigas do século XVIII e para uma incrível história de amor perdida no tempo. Depois de três séculos de esquecimento, o "segredo de Sophia" tem de ser revelado.


A Casa dos Sonhos - Liz Fenwick

Sinopse

Quando a artista Maddie herda uma casa na Cornualha, logo após a morte do marido, ela espera que isso seja o novo começo de que ela e enteada Hannah precisam desesperadamente. Trevenen é linda, mas negligenciada, uma casa rica em história. Maddie está encantada com ela e determinada a saber o máximo sobre o seu passado. Quando descobre as histórias das gerações de mulheres que viveram lá antes, Maddie começa a sentir que a sua vida está de alguma forma ligada àquelas paredes. Mas o sonho de Maddie de uma vida tranquila no campo está muito longe da realidade que enfrenta. Ainda a lutar com a sua dor e com Hannah, Maddie é incapaz de encontrar inspiração para a sua pintura e percebe que pode enfrentar a perspectiva de ter de vender Trevenen, agora que começou a amá-la. E enquanto Maddie e Hannah desvendam o passado de Trevenen, a casa revela segredos que ficaram ocultos durante gerações. 
Um livro maravilhoso cheio de romance e mistério.


Poderá uma casa sarar um coração destroçado?

sábado, 30 de junho de 2012

Aquisições de Junho


Poucas mas boas, as minhas aquisições do mês de Junho! =) 
Este ano até posso dizer que me estou a portar bem com a política de contenção. Só é pena as leituras andarem tão lentas...

Ao tempo que andava à espera de encontrar O Livro de Feitiços de Deliverance Dane a um bom preço e finalmente consegui! 
Estou ansiosa para que chegue a vez de estes livritos serem lidos...

sexta-feira, 29 de junho de 2012

As Intermitências da Morte - José Saramago






Edição/reimpressão: 2006
Páginas: 216
Editor: Editorial Caminho

Sinopse


A minha opinião:

Já não me lembrava do quanto eu tinha gostado da escrita de Saramago. Ao contrário da maioria dos meus colegas de secundário na altura, para mim foi um prazer conhecer/ler a história de Baltazar e Belimunda. Não conseguia perceber porque tanta gente implicava com a pontuação ou a falta dela na escrita de Saramago, pois, para mim, não me pareceu difícil seguir o seu raciocínio.

Desta vez, ao ler As Intermitências da Morte, percebi que Saramago tem toda a pontuação que necessita na sua escrita, porque ele escreve como se estivesse a falar, a contar-nos a história. Perdoem-me os entendidos na matéria se estiver a dizer alguma barbaridade literária mas, foi assim que me senti. Não senti que estava a ler aquela história, mas sim que Saramago estava aqui ao meu lado a contar-me-la ele próprio.

Para quê tanta pontuação quando se tem o dom da palavra, o dom de contar histórias!? 
A sua escrita é de tal modo fluída, embrenhando-nos na história que está a ser contada que nem vemos as folhas a passar e mal reparamos na incomum utilização da pontuação. 
Saramago conta-nos a história à sua boa maneira, acrescentando pormenores, voltando atrás na narrativa quando acha necessário, e, tal e qual um contador de histórias ... quase que o sentimos a falar connosco.

Quanto ao enredo, já alguma vez pararam para pensar o que aconteceria se um dia a Morte se lembrasse de fazer uma espécie de greve e nunca mais ninguém morresse?
Pois é esse o cenário que nos apresenta Saramago. Num certo país, subitamente, no dia seguinte à passagem de ano, as pessoas pararam de morrer. 
E é de pensar, então mas e isso não é bom? Não é o que todos andamos a desejar, a afamada vida eterna?! Pois... mas acontece que, após esses poucos minutos de possível euforia, o peso da realidade cair-nos-ia em cima! O facto de ninguém morrer não impede que existam doentes em permanente fase terminal, que ficariam os chamados de "vivos-mortos"... O que seria então dos Hospitais, das Unidades de Cuidados Continuados, dos Lares, das famílias que iriam acumular gerações atrás de gerações de idosos dependentes, das funerárias, etc.? Já pensaram nisso?

Gostei também de conhecer a perspectiva da morte e do papel que ela tem nesta história, posso dizer até que simpatizei com ela! E adorei aquele final inesperado... ;)

E é assim com esta magnifica história que o escritor nos põe a reflectir sobre o sentido da vida e da morte e onde aproveita para deixar também algumas criticas à sociedade através do seu característico sarcasmo brilhante que eu tanto aprecio! 

Depois deste livro posso afirmar-me uma fã convicta e incondicional da escrita de José Saramago, que passou a ser o meu segundo contador de histórias preferido... =)

Classificação: 5 Excelente!