sexta-feira, 10 de agosto de 2012

O Décimo Terceiro Conto - Diane Setterfield








Edição/reimpressão: 2007
Páginas: 368
Editor: Editorial Presença


Sinopse

Arquitectado ao melhor estilo dos grandes romances anglo-saxónicos, O Décimo Terceiro Conto foi eleito "um clássico moderno" pela revista inglesa The Bookseller. Traduzido em 32 países, alcançou o primeiro lugar no top de bestseller do jornal The New York Times, ocupando a mesma posição na revista americana Publishers Weekly, ambos relativos ao mês de Outubro de 2006. O Décimo Terceiro Conto, de Diane Setterfield, tem início quando a filha de um livreiro, Margaret Lea, descobre uma carta da sua escritora inglesa preferida que se imortalizou tornando-se uma verdadeira lenda: Vida Winter. Nessa carta Winter expressa a sua vontade para finalmente contar em livro aspectos nunca antes revelados da sua vida que sempre intrigaram jornalistas e fãs. Depois de ter escrito treze histórias, que apenas continham doze, a sua primeira obra, parece ter chegado agora o momento de desvendar o décimo terceiro conto, a sua própria história. Num compulsivo e emocional mistério, Diane Setterfield cria um enredo considerado "talentoso" pelo Washington Post.

A minha opinião:

O meu gosto por histórias vem desde muito cedo, desde que me conheço que sempre adorei que me contassem uma boa história. Como tal, quando Diane Seterfield me propôs no seu Décimo Terceiro Conto contar-me a história de Vida Winter, uma escritora de sucesso, e de Margaret Lea, biógrafa, eu aceitei imediatamente e de bom grado, sentei-me e ouvi.
Sim, ouvi, porque Diane S. revelou-se mais uma excelente contadora de histórias, daquelas que nos fazem esquecer que estamos a ler e em vez disso senti-mo-nos quase presentes junto de Margaret e Vida enquanto estas desfiam as histórias das suas vidas.

Tenho-me apercebido ultimamente de que gosto de histórias intensas, complexas, não necessariamente tristes mas com o seu quê de soturnidade, como é o caso desta.
Muito ao estilo Kate Morton (quantas vezes, ao emergir por instantes desta leitura, tive que pensar se não estaria mesmo a ler um livro desta escritora que tanto gosto), aqui, tal como nos seus livros, sentimos também aquele constante prenúncio ao longo da história de que algo terrível ficou escondido no passado e só no final nos será revelado. Somos conduzidos passo a passo através de um nevoeiro denso que à medida que avançamos vai levantando e só no final abrirá e nos deixará ver com clareza todo o sombrio percurso.

Fui conquistada logo à partida por esta contadora de histórias, com as suas descrições da livraria do pai de Margaret, do gosto por livros de ambos, da forma como desde pequena Margaret via naquela livraria o seu pequeno mundo aparte, de como o seu pai a ensinou a ler ali naquele local, ensinando-lhe o alfabeto através dos nomes dos autores ali presentes...
Enfim, penso que qualquer amante de livros ficaria logo ali rendido à envolvência das descrições da autora e talvez até alguns se identifiquem com Margaret.

Por tudo isto, Margaret e a enigmática e sombria Vida Winter são duas personagens que conquistaram um cantinho no meu coração de leitora.

E, pronto, acho que já devem ter percebido que esta leitura está mais que recomendada!! ;D

Classificação: 5 Excelente!


domingo, 5 de agosto de 2012

Pensamentos Literários


Verdade. A felicidade encontra-se ao sabermos apreciar pequenas grandes coisas como estas.
E os livros dão, sem dúvida, um grande contributo para a minha felicidade! =)

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Wishlist de Verão

Já devo ter referido por aqui que adoro fazer listas, faço listas por tudo e por nada! E sobre livros então, tudo é motivo para mais uma listinha. =) 
As mais recorrentes são, claro, as wishlists prioritárias, que servem para eu me orientar na minha política de contenção (que está a correr mais ou menos bem este ano -.-) e tentar conter-me e comprar apenas aqueles que eu realmente quero mesmo. Nem sempre resulta é verdade =| mas é uma tentativa! ;D


Assim sendo, aqui fica então a minha Wishlist prioritária para este Verão:



A maior parte deles estão na wishlist porque têm aqueles ingredientes mágicos que me fazem interessar logo por um livro, outros porque a sinopse e opiniões que li me cativaram e o Histórias de um Portugal Assombrado porque vi a autora a falar sobre ele na TV, dizendo que se tratava de uma espécie de recolha de lendas e histórias populares de todo o país sobre casas assombradas e mistérios por resolver... e é claro que fiquei logo interessada, porque se há coisa que sempre gostei foi de lendas e/ou de uma boa história sobre fantasmas (mesmo que depois fosse dormir toda tapada pelos cobertores eh eh)!

E vocês também têm alguma wishlist para o Verão?

sábado, 14 de julho de 2012

Pensamentos Literários


"Não há amizades mais rápidas ou mais firmes do que aquelas formadas entre as pessoas que amam os mesmos livros."


sexta-feira, 13 de julho de 2012

Feliz Sexta-feira 13...


... cheia de sorte e de óptimas leituras!! =D

quarta-feira, 11 de julho de 2012

O Príncipe da Neblina - Carlos Ruiz Zafón



Uma história de aventura e mistério para jovens dos 9 aos 99 anos


Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 208
Editor: Editorial Planeta



Sinopse:

O primeiro livro da trilogia Neblina. 
Um diabólico príncipe que tem a capacidade de conceder e realizar qualquer desejo... a um preço muito elevado. 
O novo lar dos Carver, numa remota aldeia da costa sul inglesa, está rodeado de mistério. Respira-se e sente-se a presença do espírito de Jacob, o filho dos antigos donos, que morreu afogado. As estranhas circunstâncias dessa morte só se começam a perceber à medida que os jovens Max, a irmã Alicia e o amigo Roland vão descobrindo factos muito perturbadores sobre uma misteriosa personagem de seu nome… o Príncipe da Neblina.

A minha opinião:

Esta foi a minha estreia na escrita de Carlos Ruiz Zafón e posso dizer que está aprovado! E pelo que consta segundo as opiniões que tenho visto, os outros dois livros, que já tenho há espera na estante, são ainda melhores.

Diz a apresentação do livro que esta é uma história para um público dos 9 aos 99 anos e eu concordo plenamente. Este é um daqueles livros de aventuras que dariam um belo filme para toda a família, um filme daqueles de nos pegar à cadeira com as cenas de suspense e de luta.
As extraordinárias descrições fizeram-me sentir arrepios ao "entrar" naquele jardim de estátuas... fizeram-me mergulhar juntamente com Roland no navio afundado... e quase que conseguia sentir a sua dificuldade em respirar!

É um livro com um toque juvenil, que se lê muito bem, tanto pela vontade de saber o que se passará a seguir e de descobrir o mistério por detrás daquela figura enigmática do Príncipe da Neblina, como, claro, pela escrita fluída, mágica e cheia de ritmo de Zafón.

Gostei muito desta leitura e não demorarei a conhecer os restantes livros da sua autoria... pois, se este foi o primeiro livro que ele escreveu, nem posso imaginar a qualidade dos seguintes! 

Classificação: 4 Muito Bom!

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Frases que Ficam...


As Intermitências da Morte - José Saramago

A morte, a igreja e a filosofia...

"... se acabasse a morte não poderia haver ressurreição, e que se não houvesse ressurreição, então não teria sentido haver igreja. Ora, sendo esta, pública e notoriamente, o único instrumento de lavoura de que deus parecia dispor na terra para lavrar os caminhos que deveriam conduzir ao seu reino, a conclusão óbvia e irrebatível é de que toda a história santa termina inevitavelmente num beco sem saída.
(...) As religiões, todas elas, por mais voltas que lhe dermos, não têm outra justificação para existir que não seja a morte, precisam dela como do pão para a boca" - Pág. 38

"Porque a filosofia precisa tanto da morte como as religiões, se filosofamos é por saber que morreremos, monsieur de montaigne já tinha dito que filosofar é aprender a morrer." - Pág. 40