sábado, 16 de março de 2013

As coisas que nunca dissemos - Marc Levy


Edição/Reimpressão: 2012
Páginas: 278
Editora: Contraponto


A minha opinião: Mais uma leitura terminada, e mais um livro que adorei!

Posso dizer que foi surpresa atrás de surpresa, o que só fez com que a minha curiosidade aumentasse capítulo a capítulo e me prendesse a este livro.

Na véspera do seu casamento com Adam, Júlia a nossa protagonista é surpreendida com a notícia do falecimento do seu ausente e distante pai, com quem tinha uma relação instável que deixou algumas marcas. Assim, em vez de celebrar o seu casamento, Júlia vê-se obrigada a preparar as cerimónias fúnebres do pai. Mas este parece que depois de morto quer agora recuperar o tempo perdido...

Confesso que a ideia base com que começa a acção (ou mais concretamente, a prenda que o pai deixou à filha) me surpreendeu e inicialmente me pareceu um bocado fantasiosa de mais levando-me a pensar “em que leitura me havia metido” mas depois entreguei-me às palavras do autor e quando dei por mim estava completamente rendida à história, e curiosa quanto ao seu desenrolar...

Júlia aceita o presente do pai e inicia assim uma série de viagens, “físicas” e não só, que vão mudar a sua vida. Ao mesmo tempo que “visita” o seu passado e a sua relação com os pais, Júlia vê-se confrontada com um antigo amor... Uma história mal resolvida, para a qual Júlia vai ter de olhar de forma a poder seguir com a sua vida. Fiquei completamente rendida a esta história de amor, de Júlia e Tomas, e aos contornos que a envolvem. O encontro destes dois personagens, no momento da queda do Muro de Berlim, foi para mim uma das melhores passagens deste livro, pois o autor descreveu de forma sublime toda a atmosfera tensa e excitante presente neste grande momento histórico, que é quase como se nós leitores fossemos transportados para lá. Adorei.

Neste “As coisas que nunca dissemos”o autor aborda de uma forma muito particular e cativante temas sensíveis, pois fá-lo com um humor vivaz e ligeiro, evitando assim uma abordagem mais melodramática, o que me agradou bastante.

Fiquei foi um pouco desiludida com o final de umas das personagens, pois não estava à espera deste desfecho...
À parte disso, mais uma vez apaixonei-me pela maravilhosa escrita de Marc Levy, pelas suas personagens cativantes, pela sua imaginação e originalidade, pelo seu humor, e pela capacidade de surpreender o leitor.

Recomendo sem reservas este maravilhoso livro. 

Classificação: 5 Excelente!


domingo, 3 de março de 2013

Frases que ficam...


As coisas que nunca dissemos - Marc Levy

"Se soubesses, Tomas, como tive medo nesse dia, medo de nunca conhecer os teus lábios. Entraste na minha vida como surge o Verão, sem avisar, com o brilho da luz que se descobre de manhã. Passaste a palma da tua mão pela minha face, os dedos subiram pelo rosto e pousaste um beijo em cada uma das minhas pálpebras. «Obrigado.» Foi a única palavra que pronunciaste enquanto te afastavas."

Pág. 108

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Frases que ficam...


O que seria eu sem ti? - Guillaume Musso

" - Recordo-me de uma expressão de Mandela: « É a nossa luz, e não as nossas trevas, aquilo que mais nos assusta.» O que te atemoriza, meu rapaz, não são as tuas fraquezas, mas sim as tuas qualidades. Não te parece angustiante constatar que se possuí muitos trunfos na manga? Torna-se muito mais reconfortante mergulhar na mediocridade e maldizer o mundo inteiro... 
- O que está a tentar dizer-me?
- Estou a tentar dar-te um conselho: ultrapassa os teus medos e corre o risco de ser feliz."

 Pág. 240

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Novidades Apetecíveis - ASA


A Fórmula do Amor - Álex Rovira e Francesc Miralles

A "Fórmula do Amor" é daqueles livros que chamam mesmo por mim... Parece-me ser exactamente o tipo de romance que eu gosto com o bónus de ainda ter um toque de magia, espiritualidade, mistério e aventura. Tudo isto junto só pode resultar num grande livro. Já espreitei aqui as primeiras páginas e fiquei ainda mais curiosa... O facto de ser de Francesc Miralles deixe-me também na expectativa de o que vou encontrar me vai agradar, uma vez que um dos últimos livros que li e adorei foi dele.

Sinopse:

"Poucos se atrevem a ver com os seus próprios olhos e a sentir com o seu próprio coração." Albert Einstein

Existe uma força poderosa que pode mudar a nossa conceção do universo e da própria vida. Albert Einstein descobriu-a através de uma equação matemática. Estranhamente, decidiu mantê-la secreta. Mas a bela e enigmática Sarah e o desencantado Javier estão decididos a desvendar o último enigma de Einstein. A sua única pista: a filha secreta do génio alemão, que pode possuir a chave do mistério. De Zurique a Belgrado e Nova Iorque, Sarah e Javier seguem os passos do cientista mais famoso de todos os tempos, numa missão perigosa e surpreendente. O que ignoram é que a sua aventura em busca da Grande Revelação será acima de tudo uma viagem à descoberta das profundezas de si próprios…

Uma experiência metafísica e iluminadora, um romance que nos abre as portas de um mundo invisível e transformador: o nosso coração."


quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

O que seria eu sem ti? - Guillaume Musso




Edição/Reimpressão: 2011
Páginas: 216
Editora: Bertrand


A minha opinião: Como já li este livro há algum tempo é um pouco complicado exprimir a minha opinião com a mesma "emoção". Ainda assim, vou tentar... Adorei perder-me nas páginas deste mágico e envolvente livro de Guillaume Musso... Gostei do enredo, bastante elaborado e original, gostei das personagens marcantes e humanas, gostei muito.

A história começa com Gabrielle e Martim (dois dos nossos protagonistas) ainda jovens, a viverem as alegrias do primeiro amor. Mas a vida pega-lhes uma partida e os dois seguem percursos de vida diferentes...mas apesar das circunstâncias, o verdadeiro amor nunca se esquece...

No presente, os anos passaram e já adultos Gabrielle e Martim continuam a ser atormentados por esse amor que nunca esqueceram...
Surge o nosso terceiro protagonista Archibald, um famoso ladrão, um homem fascinante com um passado misterioso.
Martim é agora polícia e vive obcecado com a ideia de apanhar Archibald.
Diferentes laços unem os nossos três protagonistas.

O destino encarrega-se de cruzar de novo as vidas de Gabrielle, Martim e Archibald e aqui começam uma série de acontecimentos repletos de acção, aventura, emoção e muito mistério, que culminam num final surpreendente!

Fiquei com vontade de ler mais livros deste autor...

Recomendo vivamente!

Classificação: 5 Excelente!

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Parabéns A.!!!



Surpresa! Sim, surpresa porque já se passaram dois dias depois de fazeres aninhos e só agora te estou a dar os Parabéns aqui.. Sabes como é, eu e a falta de tempo para vir aqui ao blog... Mas vamos ao que interessa...

É bom saber que os anos passam, a distância continua igual, as saudades aumentam, mas tu continuas a mesma pessoa, a mesma amiga, em quem posso confiar de olhos fechados, sempre com a mesma alegria de viver e esse teu sentido de humor muito particular que eu adoro e ao que tu chamas a “ parvoíce do costume”! ;)  

Desejo-te todas as alegrias que cabem num coração! :D
beijinhos

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Frases que ficam...


O Décimo Terceiro Conto - Diane Setterfield

"De quando em quando, tiro um volume da estante e leio uma ou duas páginas. Afinal, estou cá para cuidar dos livros e ler é cuidar, por assim dizer. (...) Por muito banal que seja o seu conteúdo, há sempre alguma coisa que me toca. Pois alguém, agora morto, achou em tempos aquelas palavras suficientemente importantes para as escrever.
As pessoas desaparecem quando morrem. (...) Cessa toda a memória viva deles. E isso é simultaneamente terrível e natural. No entanto, para alguns, há uma excepção a esse aniquilamento. Porque continuam a existir nos livros que escreveram. Podemos redescobri-los. O seu humor, o seu tom de voz, o seu temperamento. Através da palavra escrita, eles podem encolerizar-nos ou fazer-nos felizes. Podem confortar-nos. Podem confundir-nos. Podem modificar-nos. E tudo isso, apesar de estarem mortos. Como moscas em âmbar, os seus corpos petrificados no gelo, aquilo que segundo as leis da natureza deveria fenecer, é preservado pelo milagre da tinta no papel. É uma espécie de magia. 
Assim como as pessoas tratam das sepulturas dos mortos, eu trato dos livros. (...) Sentirão eles, esses escritores mortos, quando os seus livros são lidos? Será a sua alma afagada pelo toque levíssimo de outra mente a ler a sua? Espero que sim, pois deve ser muito solitário estar morto." - Pág. 25