quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Perdidos na Amazónia - Marlo C. Kirkpatrick, Stephen Kirkpatrick


Edição/Reimpressão: 2008
Páginas: 232
Editora: Ministério dos Livros


A minha opinião: Adorei perder-me nas páginas deste livro...

Este é um impressionante e envolvente testemunho de cinco homens que se perderam na selva da Amazónia e tentam a todo o custo manter viva a esperança de encontrarem uma saída, enquanto continuam a caminhar.

Stephen, o narrador é um fotógrafo freelancer que resolve embarcar numa expedição à Amazónia inexplorada pois o seu sonho é captar uma imagem para a Revista Nathional Geographic e assim ver reconhecido e valorizado o seu trabalho. A ele juntam-se Esteban e Ashuco os dois guias, Mario o operador de câmara e Darcy que trabalha para a empresa de excursões.

O livro consegue transmitir-nos na perfeição os sentimentos que assolaram estes homens, mas principalmente de Stephen. Foi muito interessante ver como diferentes personalidades reagem a uma mesma situação. Stephen mantem-se agarrado à sua fé em Deus (embora haja momentos em que a põe em causa),  e na vontade de rever os filhos. Mario o mais frágil e sensível revela-se choroso e nunca larga o colete salva-vidas. Darcy embora se mostre algumas vezes pessimista, mantém um sentido de humor muito peculiar para lidar com a situação. Esteban e Ashuco revelam-se eficientes e muito prestáveis. Ashuco tocou-me de uma forma muito especial, pela sua humildade, dedicação, lealdade, apoio, e espírito de sacrificio que teve para com Stephen, muito mais do que um guia ele revelou-se um verdadeiro amigo.

 O testemunho é tão realista, que é muito fácil colocarmo-nos na pele destes homens, por momentos somos também nós transportados para aquele tempo e local, vimo-nos rodeados de verde e com o desespero a percorrer-nos a mente.

Perdidos na selva debaixo de altas temperaturas e de chuvas torrenciais, no meio da escuridão e com alguns encontros com animais selvagens perigosos pelo meio, com fome e muitas vezes sem abrigo, assim se fez esta travessia. 

Fica patente neste livro que a fé salva-nos assim como as nossas paixões, em muitos momentos do livro nota-se que a paixão de Stephen pela fotografia lhe dava alento, assim como alguma frustração por não poder captar as espécies raras de animais e plantas que apareciam no seu caminho, mas mesmo perdido Stephen nunca deixou de ver a beleza que o rodeava e penso que isso também o ajudou e serviu como um escape àquela situação.

Pelo meio do livro, temos ainda algumas fotos destes cinco homens e das espécies por eles avistadas na selva.

Actualmente Stephen é um fotógrafo muito conhecido, se tiverem curiosidade em ver as suas maravilhosas fotos podem espreitar aqui o seu site http://www.kirkpatrickwildlife.com/  Vale bem a pena! ;)


Classificação: 4 Muito Bom!


quarta-feira, 6 de novembro de 2013

De que são feitos os sonhos - Melisse Senate


Edição/Reimpressão: 2011
Páginas: 280
Editora: Noites Brancas


A minha opinião: Este foi um livro que me proporcionou agradáveis e doces momentos de leitura. Gostei muito. 

"De que são feitos os sonhos" conta-nos a história de Holly que com o coração partido e desiludida com a vida regressa ao lugar que a viu crescer, Blue Crab Island para junto da sua querida avó Camilla. Camilla é uma pessoa muito especial e por isso as suas receitas também o eram, todas continham um ingrediente "mágico" que parecia fazer toda a diferença. Esse ingrediente podia ser por exemplo "uma memória triste" ou "um desejo ardente". Para além do seu "dom" para a cozinha, Camilla conseguia ainda adivinhar o futuro das pessoas. 

Após a morte desta, Holly vai herdar a sua loja de pasta, bem como o curso de culinária que a avó sempre deu. Holly encontra ainda o diário da avó e ao lê-lo reencontra-se consigo própria, descobre alguns factos do passado que a ajudam a compreender um pouco melhor a sua mãe.

Com o curso de culinária surgem outras personagens, todas elas muito humanas com as suas qualidades e defeitos, é fácil sentir empatia por qualquer uma delas e pelos problemas que enfrentam.

O enredo está muito bem construído e depressa nos cativa. Achei as personagens adoráveis e inesquecíveis. Foi muito interessante acompanhar a evolução de Holly que de mulher meio perdida e insegura transforma-se, com o decorrer do curso de culinária, numa mulher confiante e que sabe onde é o seu lugar no mundo.

Uma leitura deliciosa que me deixou muitas vezes com água na boca devido às apetitosas receitas presente no livro. :)



Classificação: 4 Muito bom!

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Giane - Guilherme Fiuza


Edição/Reimpressão: 2013
Páginas: 300
Editora: Marcador


A minha opinião: Fantástica biografia de Reynaldo Giannechinni. Neste livro acompanhamos as várias fases da vida deste homem maravilhoso, desde a sua infância no interior, até à vida adulta. Pela mão do jornalista Guilherme Fiuza acompanhamos as suas conquistas pessoais e profissionais, bem como a sua luta contra o cancro. Escrito num tom intimista e envolvente o livro rapidamente nos aprisiona.

Uma verdadeira lição de vida, de coragem de força de vontade. Ás vezes triste, outras vezes alegre, como a própria vida...


Classificação: 5 Excelente!

domingo, 13 de outubro de 2013

Frases que ficam...


Sete dias para a eternidade - Marc Levy

"- Fracassei, Lucas, como tu, não sou capaz de mudar.
- Odiava-te se tivesses conseguido. É ser como és que me comove, Zofia, não o que virias a ser para te adaptares a mim. Não quero que mudes.
- Então porque fizeste isso?
- Para que compreendas que a minha diferença é também a tua, para que não me julgues como eu não te julgo, porque o tempo que nos afasta e nos falta poderia aproximar-nos."  

Pág.182

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Frases que ficam...


"Aos seus olhos, as rugas da velhice formavam as mais belas escritas da vida, em que as crianças aprenderiam a ler os seus sonhos." Pág. 103

"- Mostra-me, pois, o teu sorriso; basta um minúsculo grão de esperança para plantar todo um campo de felicidade...e um pouco mais de paciência para lhe dar tempo de crescer."  Pág. 123

"Mas foste tu que me disseste um dia que o pior de nós tem sempre asas escondidas nalgum sítio, que é preciso ajudá-lo a abri-las em vez de o condenar." Pág. 165

"-Para que servem os teus contos de fadas se recusas o papel de princesa desde o primeiro dia de filmagens?" Pág. 168

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Sete dias para a eternidade - Marc Levy


Edição/Reimpressão: 2010
Páginas: 224
Editora: Contraponto


A minha opinião: Como já devem ter reparado sou fã de Marc Levy, quando este livrinho chegou às minhas mãos não resisti e iniciei de imediato esta leitura com enormes expectativas.

O enredo é bastante original como o autor já nos habituou. Deus e Satanás decidem enviar à terra cada um, o seu melhor agente para ver quem vence, se o Bem ou o Mal, o prémio é nada mais nada menos do que ficar a governar a Terra. A disputa irá decorrer em sete dias. (Daí o título).

Zofia é o anjo enviado por Deus, doce, bondosa, incapaz de mentir e muito eficiente. Lucas é o demónio enviado por Satanás, manipulador, provocador e teimoso.

Mas o que ninguém previa (será? :P) é que os dois se iriam apaixonar...

Esta é assim a história do encontro de um anjo e um demónio que enquanto tentam fazer o seu trabalho são surpreendidos pelo amor. Gostei muito destas duas personagens, são sem dúvida cativantes. Foi bonito ver a surpresa de tais criaturas ao estarem apaixonadas pela primeira vez.

Adorei também três dos personagens secundários, a divertida e azarada Mathilde amiga de Zofia, Jules o misterioso sem-abrigo e a generosa e simpática senhoria de Zofia, Reinie com a sua história de amor impossível que depressa se começou a desenhar e a perceber...

O livro tem algumas passagens muito divertidas que me roubaram uma ou outra gargalhada.

Amei as personagens e a ideia base da história. Mas na minha opinião esta poderia ter sido mais aproveitada e desenvolvida. Houve momentos no decorrer da leitura que se não tivesse lido antes não diria que Zofia e Lucas eram um anjo e um demónio, a certa altura estava a ler e tinha a impressão que eram meros humanos...

Penso que uma história assim merecia mais magia e emoção...

Classificação: 3 Bom!

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Frases que ficam...


O primeiro dia - Marc Levy

"- Será possível que uma cicatriz com quinze anos volte a abrir-se tão rapidamente como uma costura recente cujos pontos arrancamos? Será que as marcas dos amores mortos nunca se apagam?" 

Pág. 142