quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Passatempo "Para Sempre Carcóvia"

É com enorme satisfação que anunciamos o primeiro passatempo no nosso Leituras de A a B! :)
Desde já queremos agradecer à Chiado Editora pela gentil colaboração.
Assim, em conjunto, temos para vos oferecer um exemplar do livro "Para Sempre Carcóvia" de João Máximo.


Para participarem basta que enviem um email para leiturasdeaab@gmail.com com o vosso nome, localidade e o palpite do número da página onde se encontra o marcador* (ver foto em baixo).


O vencedor será aquele que acertar no número da página, ou caso isso não aconteça, o que ficar mais próximo do número certo (ou seja, o que se aproximar por defeito e não por excesso.)
Se por um acaso houver empate, o vencedor será aquele que tiver enviado o email primeiro.


Regras para participar:
- Ser residente em Portugal (Continental e Ilhas);
- Data limite para o envio de participações: até às 23h59m do dia 30 de Agosto de 2014.


Boa sorte a todos!
Venham de lá esses palpites! :D


* formato do passatempo inspirado numa ideia original do blog Algodão Doce para o Cérebro ;)



Sabemos que um livro é bom quando...


Sabemos que um livro é bom quando ainda o estamos a ler e já sabemos que vamos sentir saudades das personagens.

Sabemos que um livro é bom quando ele nos faz pensar, e nos deixa a refletir nas nossas próprias escolhas.

- Lendo "O primeiro marido" de Laura Dave

Frases que ficam...

 
Aquele Verão na Sicília - Marlena de Blasi 
 
"Descobri que ele não era bom porque não podia ser bom. Não era um homem bom. Tal como não era um homem alto nem louro nem tinha pés grandes. Senti-me melhor quando o compreendi. Algumas pessoas nascem vazias, senhor. Não conseguem conter em si boas ações, paciência, bondade  ou amor. O meu pai não sorria para mim, nem falava comigo, não por eu não ser uma pessoa boa ou digna, mas porque sorrir, conversar ou ser bondoso eram coisas que ele não tinha capacidade de fazer."
Pág.151  
 

"(...) O meu pai não sorria para a minha mãe, não falava bem com ela, não lhe segurava o rosto com as mãos como eu vira o Signor Brasini fazer á mulher um dia no mercado. (...) Tudo isto me conduziu á verdade de que há dois tipos de homens no mundo. Os homens como Brasini e os que não são como Brasini. Aqueles que nos seguram o rosto nas mãos e nos beijam como nos filmes e aqueles que nunca em dez milhões de anos nos seguram o rosto nas mãos e nos beijam como nos filmes. Mas a espécie de homens que não o consegue fazer não tem culpa. Não pode simplesmente fazê-lo. Tal como o meu pai não podia ser bom. Alguns homens nunca vão ter cabelos louros e nunca vão segurar o rosto de uma mulher nas mãos e sorrir como se ela fosse um anjo. E não importa o que essa mulher faça, diga, pareça ou seja (...).
Pág. 152
 
"- Não tenho a certeza se desejo que te apaixones ou se desejo que o amor nunca te encontre. A dor é grave em qualquer dos casos."
Pág. 185
 
"Receio que acredites, como todos nós, que podemos continuar a usar o nosso tempo sem razão. As nossas vidas parecem infinitas até que descobrimos que temos muito pouco tempo."
Pág. 199
 
"Somos infinitamente nós próprios."
Pág. 201
 
"Nós somos o que somos eternamente."
Pág. 254
 
 

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Frases que ficam...

 
O Primeiro Marido - Laura Dave

"Amávamo-nos daquela forma difícil e inútil em que nos amávamos á vez, sem conseguir fazê-lo ao mesmo tempo. Nem sempre se consegue amar ao mesmo tempo (...)."
Pág. 244

" A brutalidade de uma separação é essa, não é? A pessoa que se vai embora acha que fez tudo o que era possível, a pessoa que é abandonada pensa que o que era possível nem sequer chegou a ser tentado."
Pág. 102

"- Cada vez se torna mais evidente que eu não sei como fazê-lo. (...) Criar uma casa com alguém, sentir-me confortável nela. E talvez eu não aprenda a fazê-lo, a menos que faça essa parte sozinha. Sentir-me segura e confortável. E depois poder sentir que estou a escolher o resto. (...)
- Eu sei que parece uma loucura. Como é que alguém pode descobrir como ficar indo-se embora outra vez? - disse eu, tentando explicar. - Mas ir-me embora outra vez é a única maneira de eu descobrir aquilo de que estou á procura. (...)
- Não sei se conseguimos, Annie. - Disse ele. - Não sei se conseguimos escolher quando ou onde encontramos aquilo de que estamos a procura."
Pág. 199

"Talvez a coisa mais importante que aprendi ao escrever a "De Partida" foi que o destino perfeito não existe. (...) Afinal - mesmo que ninguém queira complicar tanto (ou simplificar tanto) - cada lugar oferece os seus tesouros especiais. Mas ninguém quer ouvir isso. Porque acaba por deixar as coisas nas nossas mãos, não é? Aquilo com que escolhemos viver e aquilo com que não escolhemos viver." Pag. 247

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

O Primeiro Marido - Laura Dave

 
Edição/Reimpressão: 2014
Páginas: 256
Editora: Topseller
 

A minha opinião: Adorei "viajar" nas páginas deste livro pela vida de uma personagem que depressa me conquistou. Annie Adams, a nossa protagonista, poderia ser qualquer uma de nós, com os seus defeitos e qualidades.
 
Aos 31 anos Annie parece ter uma vida perfeita. Vive em Los Angels com Nick o namorado da há cinco anos, com quem pensa casar e tem um trabalho que adora, a coluna que escreve para um jornal sobre viagens e que lhe permite conhecer inúmeros lugares no mundo e que é um sucesso.
Até que um dia Nick chega a casa e lhe diz que precisam de um tempo. É então que tudo muda, a vida parece não fazer mais sentido...
Destroçada, Annie acaba por conhecer outro homem, Griffin, que depressa a conquista, e daí ao casamento é um pulo. No entanto algum tempo depois, e numa altura em que o seu casamento já teve melhores dias, Nick regressa á sua vida pedindo-lhe uma segunda oportunidade... E as dúvidas de Annie, que nunca foi muito segura aumentam de tamanho, será que ela sabe realmente aquilo que quer?
Será que Annie vai deixar para trás tudo o que construiu com Griffin e dar uma nova oportunidade ao seu velho amor Nick?
 
Leiam e descubram... ;)
 
A estória é-nos contada num tom intimista, parece que Annie está mesmo ao nosso lado a abrir para nós o seu coração. É um estória simples mas terna e tocante, que rapidamente nos prende pois logo queremos acompanhar as suas aventuras e desventuras, saber as suas escolhas, ficando a torcer pelo tão merecido final feliz.
 
O livro é pequenino e sabe a pouco, por mim continuava a acompanhar a vida destas personagens por mais algumas páginas, é daquelas histórias aconchegantes que não queremos que acabe tão depressa...
 
Laura Dave oferece-nos um leque de personagens tão humanas, tão reais que depressa nos cativam, desde Annie a várias personagens secundárias. Gostei especialmente de Griffin da sua doçura e carácter, de Jesse o seu despreocupado e divertido irmão e de Jordan a melhor amiga de Annie pela sua amizade incondicional. Gostei tanto de todas estas personagens, que elas vão permanecer comigo durante muito tempo.
 
Gostei  também da particularidade de alguns capítulos começarem com Annie a falar da sua coluna sobre viagens e dos ensinamentos de vida que delas retirava.
 
"O Primeiro Marido" fala-nos de escolhas, de amor, amizade, família, viagens, e mudança, a mudança que assusta, mas que por vezes é necessária.
 
Em suma, foi uma leitura que apreciei bastante e a qual recomendo vivamente!

Classificação: 5 Excelente!
 

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Aquele Verão na Sicília - Marlena de Blasi

 
Edição/Reimpressão: 2009
Páginas: 270
Editora: Quidinovi
 

A minha opinião: Neste livro Marlena de Blasi conta-nos a história de um "lugar encantado" na Sicília chamado de "Villa Donnafugata", de Tosca e Leo os seus fundadores.  

A Villa Donnafugata é um lugar onde homens e mulheres, viúvos, pobres, sem-abrigo e mães solteiras encontram refúgio para a miserável solidão e a pobreza. Cada um sabe as tarefas que deve desempenhar para que a harmonia e o bom funcionamento da comunidade se mantenha, e desempenha-as com gosto e dedicação. A autora descreve-nos tão bem os cenários, que foi fácil sentir a emoção da descoberta deste castelo por entre pomares de limoeiros e laranjeiras, jardins repletos de múltiplas flores coloridas e perfumadas e das suas gentes peculiares, é fácil imaginar o grupo de mulheres vestidas de negro entoando cânticos e escolhendo feijão...é fácil ficar-mos presos á magia e mistério deste lugar e querermos saber mais a seu respeito...

É então que nos é dada a conhecer a história de Tosca a líder e criadora desta comunidade, á qual é impossível ficar-mos indiferentes. Sem mãe desde muito novinha Tosca vivia com o pai e a irmã mais nova Mafalda. O pai mostra-se um homem frio e distante e vende Tosca a Leo um nobre da região. É abismal a diferença entre a miséria que Tosca viveu com o pai e a irmã e a opulência vigente no palácio do príncipe onde foi educada como se fosse uma das suas filhas.
A relação entre as duas irmãs é comovente, mesmo longe Tosca faz de tudo para mimar e proteger a irmã. As atitudes e escolhas das irmãs são o espelho de como duas pessoas podem reagir de forma diferente a uma mesma situação.

Os anos passam e apesar de todas as diferenças Tosca e Leo apaixonam-se...
Mas mais do que a sua história de amor, acompanhamos a luta dos dois pelos seus ideais. Apesar de toda a riqueza com que foi criada Tosca sempre sentiu que a sua casa, o seu lugar era entre os camponeses, eram eles o seu povo. Leo era um homem rico, mas bondoso e justo, que queria dar o melhor que pudesse aos pobres agricultores que trabalhavam as suas terras. Mas ideias tão revolucionárias na altura não agradaram a todos os nobres, e aqui começam as complicações, os perigos...

Gostei muito de conhecer estas duas personagens inspiradoras pela sua força, resistência e carácter. Tão depressa não vou esquecer esta história que nos mostra o lado agridoce da vida...

Classificação: 3 Bom!

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Últimas Aquisições da B.!



 
Estas são as minhas mais recentes aquisições! ;)